Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

O torpor

Fui procurar o significado da palavra crise e achei interessante o que encontrei.

 

Crise - "estado de um doente que se deve à luta entre o agente agressor infecioso e as forças de defesa do organismo.

Manifestação violenta, repentina e breve de um sentimento, entusiasmo ou afeto; acesso: crise de gargalhadas; crise de arrependimento.

Fig. Momento perigoso ou difícil de uma evolução ou de um processo; período de desordem acompanhado de busca penosa de uma solução: a adolescência é uma crise necessária."

 

Estamos em crise, somos portanto doentes em busca penosa de uma solução. Podemos procurar a solução sozinhos ou em grupo, sabendo à priori que, sozinhos é muito mais difícil e talvez nem todos a vamos conseguir encontrar. Então a solução passa por congregar esforços, cerrar fileiras e juntarmo-nos à volta dum projecto que nos motive, que nos arranque deste torpor de país moribundo. Não estamos moribundos.

Vestimos uma pele portuguesa que nos tem bastado durante séculos para resistirmos às maiores violências, às maiores dificuldades. É vulgar distrairmo-nos com a nossa própria dor, que dá voz ao fado, ou distrairmo-nos com o barulho das luzes do lucro fácil, tentando arrepiar caminho, mas nunca recuamos perante adversidade.

 

Venha de lá o projecto nacional, por favor mudem os actores, que estes são autistas políticos, ou então plantem uma ideia ou duas na cabeça do lider.

 

 

Abri um bar. Tenho mais cursos e formação profissional que qualquer golfinho amestrado e não consigo trabalho. "Tem um curriculum demasiado bom"!?!? Demasiado!? Óptimo! Explore-me! apetece responder.

Acredito que nesta altura da crise, só projectos que criem novos negócios podem funcionar. Ninguém vai dar trabalho a ninguém. As coisas vão mudar para muita gente. Os anti-depressivos vão ser o negócio desta próxima década.

Acredito nisto. Quem acreditar comigo, venha beber uma cerveja ao Bar da ANL (remo) na Doca de Santo Amaro.


publicado por BigJoao às 17:08
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Participação do cidadão

Em Maio, esta professora brasileira interpelou deputados e a secretária de estado. Talvez fosse importante os deputados prestarem contas aos que os elegem, que mais não fosse para se manterem em contacto com a realidade.

Vale a pena ouvir.

 


publicado por BigJoao às 16:34
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

100%

Parabéns Sebastião!!!! 100% a matemática!

 

100%

A tua agilidade intelectual é fascinante e não é de agora. E pensar que ainda começaste a escrever a correção do teste, o TEU teste é a correção.

 

Beijo grande meu filho querido. O mundo é teu.


publicado por BigJoao às 12:47
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

O génio

Pela segunda vez em 20 anos um arquiteto português recebe o prémio Pritzker.

 

Numa época em que até o senhor Armindo, sapateiro de profissão, fala nos "ratings da Standard & Poors", estas são as notícias que nos têm de fazer refletir.

Quando alguém faz o que gosta, com paixão, dedicação e alguma capacidade de comunicação, o resultado é bom. E é de bons exemplos que o nosso país precisa. É de pessoas com visão.

 

 

Parabéns ao Eduardo Souto Moura e a todo o seu atelier. Parabéns a todos os que não fazem concessões e presseguem aquilo em que acreditam. Os resultados surgem. Parabéns a quem não liga aos cães que ladram e valoriza mais o facto da caravana passar. Parabéns a quem não confunde o todo com a parte.

 

Numa época de PECs 4, de Passos de Coelhos com lógicas de capitalismo selvagem, não nos esqueçamos de quem tem obra feita, e nenhum dos políticos que aí anda tem nada que valha a pena mostrar. Os estádios do senhor Engº Téc. Sócrates não contam, estão aí todos deficitários para quem os quiser ver. Visitem o do Algarve.

 

http://www.publico.pt/Cultura/souto-moura-vence-o-premio-pritzker-2011-o-nobel-da-arquitectura_1487170

sinto-me: Orgulhoso

publicado por BigJoao às 20:46
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Os dias

O telemóvel teclou uma melodia no piano que o arrancou de um sono profundo. Carregou no botão da preguiça, emprestando mais 10 minutos ao sono.

Levantou-se e olhou para o armário sem vontade, combinou as cores de forma conservadora e partiu para a higiene diária sem pressa nem euforia.

 

Os dias continuam cinzentos. Tenho feito parvoices, tenho feito disparates, tenho feito coisas bem feitas... mas os dias continuam cinzentos. Tenho saudades de mim, saudades dos outros, vontade de fazer, de ir, de voltar, de querer, de desejar, de ouvir e de falar, de respirar e do ar do mar.

 

Hoje vou correr. Nem que seja à meia noite, vou correr. Preciso de fugir de mim e da concha em que me tenho vindo a embalar. Preciso de agitar ideias, abrir a pestana. Hoje não quero saber da crise, ou do PEC-Man, da geração à rasca, ou de políticos de pacotilha.

 

Hoje o dia é meu!

 


publicado por BigJoao às 17:31
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Eu é que sou o persidente da xunta!

Seis candidatos.

 

Na Tv vê-se que as pessoas se acotovelam com fraco entusiasmo para ver passar o indivíduo. É mau comunicador.

- Como justifica a venda das acções?

- Houve aproveitamento da sua influência?

A multidão faz silêncio mas não se ouve nenhuma voz. A procissão segue o seu caminho, cabisbaixa, diminuída pela incapacidade do "seu líder".

 

 

Na sala propositadamente pequena os ombros apertam-se. O calor sufoca enquanto uma voz de trovador se ergue para admitir que nem as suas finanças consegue gerir. A voz afaga os presentes de tanta impulsividade, de tanto coração a transbordar amor. As pessoas amam-no, amam o cidadão, o poeta, sem acreditar nele travestido de presidente.

 

 

Ainda não tinha sido feita a pergunta e o candidato falava já nos grandes grupos económicos, nos especuladores, na exploração dos trabalhadores e nos latifundiários. Os desempregados sentiram-se também um pouco trabalhadores, os rendimentos sociais de inserção identificaram-se com ele, com o conforto e a ilusão de que a vida pode continuar a ser assim, os reformados olharam-no com o descrédito dos que sabem que a vida não é assim.

 

 

O ar sério de menino que cresceu e tem o desejo de se mostrar lá para casa, faz com que a irreverência sobressaia. Sempre agressivo e a apontar dedos. A palavra de ordem é o NÃO. Não há tourada, Não há soluções, só acusações e ambição de poder um dia dizer que se esteve lá.

 

 

O passado humanitário e o reconhecimento da competência necessária ao funcionário leva-o ao deslumbre de cumprir o sonho. Não tem o verbo fácil de um político experiente, levam-lhe facilmente a credibilidade e torcem-na sacudindo-a sem pudor, quase retirando o mérito do seu passado de obra sem política.

 

 

Sorri satisfeito por ter conseguido as assinaturas, por estar na TV e poder "dizer coisas". - Afinal é de esquerda ou de direita? - Concorre pela direita?

Diz-se de esquerda mas a usar o trampolim da direita. Afinal esquerda, direita é tudo igual. No fim da campanha vai conseguir mais uns clientes e ser conhecido em todo o país.

 

 

 

 

Onde estão os candidatos!? Isto não chega!


publicado por BigJoao às 15:34
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Comportamentos

A arte e o engenho têm uma capacidade de nos modificar, de nos fazer alterar comportamentos como nenhuma outra coisa.

O ser humano foi feito para "fazer coisas", não para preguiçar, nem "ruminar" o passado. Situações provocatórias, podem-nos devolver a infância. Ora vejam o que se consegue com ideias:

 

 

 


Usar mais vezes as escadas pode reduzir o número de ataques cardíacos. Certo?!? :) :)


publicado por BigJoao às 19:11
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Salão Automóvel de Alger

Hoje houve animação aqui para os lados do deserto. :)

Abriu o esperado salão automóvel de Alger. Como nunca acontece nada por estes lados, uma coisa assim gera logo um sururu.
O salão é ao lado do hotel, pelo que fui a pé (yupi!!! Finalmente consegui ir a pé a qualquer lado :) ).
Uma fila enorme para os bilhetes (0,30€), mas atenção! Uma fila argelina!! Quer dizer que não é bem uma fila, é mais um monte de gente lado a lado, a "encostar" o ombro para passar à frente.
Lá entrámos.

 

O pavilhão da VW, Skoda e Audi foi o mais arrojado. Foi quando entrei que percebi porque é que o hotel tinha sido invadido por um exército de modelos loiras a falarem uma língua incompreensível. Ali estavam elas! As malucas que ontem à noite foram tomar banho na piscina do hotel, como se estivesse calor!!! :)

Aqui fica uma foto. Esta rapariga ainda me deve estar a amaldiçoar!! Após ter-lhe pedido para tirar esta foto com ela, os argelinos perceberam que também podiam... quando olhei para trás, estava rodeada de rapazes a querem repetir o número. :) :)



A quantidade de marcas chinesas expostas é impressionante. Carros com aquele ar das coisas chinesas que só vão durar 3 meses... :) Aqui fica a foto de um desses carros. Uma "pileca" onde foi muito difícil entrar, com o preço de 6000€. Tive que fechar a porta com cuidado, com medo que se desconjuntasse.



De resto!? Marcas chinesas a imitar os Mercedes, marcas chinesas a imitar o Fiat Panda, marcas Iranianas a imitar os Peugeot. Uma riqueza e abundância de imitações. :)
Deviam ter banhos públicos nestas coisas... inclusive para os expositores... if you know what I mean...

Cá fora aproveitava-se para fazer negócio. Um lugar no parque do futuro Carrefour custava 1€ (um escândalo de ladroagem), um trânsito infernal e, claro, carros a passar e a estacionar por tudo quanto é sítio.

Bem hajam


publicado por BigJoao às 00:10
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Gestão por objectivos

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo

nome: Joaquim Gonçalves.

Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome ?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote ?

- Não, o taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:

- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este
ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.

- O teu nome ?

- Joaquim Gonçalves.

- És o sacerdote ?

- Sim, sou eu mesmo.

- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho
e este ceptro de ferro.

O sacerdote diz:

- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o
sacerdote!

- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...

- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na
minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro
todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca
mudou, apesar das multas e repreensões policiais.E quanto a mim,
passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele
recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?

- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer
uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.

- Não entendo!

- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os
últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada
vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os
resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária...!


publicado por BigJoao às 12:54
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