Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Os submarinos

Este meu país é fascinante!

 

Enquanto na Alemanha decorre o julgamento de quem nos vendeu os submarinos, em que se demonstra que existiu suborno na venda, por cá não há notícia dos subornados estarem a ser julgados... ou há!?

 

 

Já ouvi esta história antes, demonstra-se que houve suborno, mas não se descobre o subornado...


publicado por BigJoao às 22:53
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Eu é que sou o persidente da xunta!

Seis candidatos.

 

Na Tv vê-se que as pessoas se acotovelam com fraco entusiasmo para ver passar o indivíduo. É mau comunicador.

- Como justifica a venda das acções?

- Houve aproveitamento da sua influência?

A multidão faz silêncio mas não se ouve nenhuma voz. A procissão segue o seu caminho, cabisbaixa, diminuída pela incapacidade do "seu líder".

 

 

Na sala propositadamente pequena os ombros apertam-se. O calor sufoca enquanto uma voz de trovador se ergue para admitir que nem as suas finanças consegue gerir. A voz afaga os presentes de tanta impulsividade, de tanto coração a transbordar amor. As pessoas amam-no, amam o cidadão, o poeta, sem acreditar nele travestido de presidente.

 

 

Ainda não tinha sido feita a pergunta e o candidato falava já nos grandes grupos económicos, nos especuladores, na exploração dos trabalhadores e nos latifundiários. Os desempregados sentiram-se também um pouco trabalhadores, os rendimentos sociais de inserção identificaram-se com ele, com o conforto e a ilusão de que a vida pode continuar a ser assim, os reformados olharam-no com o descrédito dos que sabem que a vida não é assim.

 

 

O ar sério de menino que cresceu e tem o desejo de se mostrar lá para casa, faz com que a irreverência sobressaia. Sempre agressivo e a apontar dedos. A palavra de ordem é o NÃO. Não há tourada, Não há soluções, só acusações e ambição de poder um dia dizer que se esteve lá.

 

 

O passado humanitário e o reconhecimento da competência necessária ao funcionário leva-o ao deslumbre de cumprir o sonho. Não tem o verbo fácil de um político experiente, levam-lhe facilmente a credibilidade e torcem-na sacudindo-a sem pudor, quase retirando o mérito do seu passado de obra sem política.

 

 

Sorri satisfeito por ter conseguido as assinaturas, por estar na TV e poder "dizer coisas". - Afinal é de esquerda ou de direita? - Concorre pela direita?

Diz-se de esquerda mas a usar o trampolim da direita. Afinal esquerda, direita é tudo igual. No fim da campanha vai conseguir mais uns clientes e ser conhecido em todo o país.

 

 

 

 

Onde estão os candidatos!? Isto não chega!


publicado por BigJoao às 15:34
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

A economia paralela

Tenho ouvido falar muito sobre indicadores económicos, PIB, défice, etc... nomeadamente num artigo de "O Expresso" sobre um estudo que avalia a economia paralela em quase 25% do PIB (riqueza produzida no país durante um ano). O referido estudo foi ainda alvo de debate na Antena 1, no programa "Antena aberta" hoje dia 9 de Dezembro de 2010.

 

A este propósito, acho curiosa a postura de acusação encapotada ao cidadão por não pedir facturas, por comprar carros usados sem declarar impostos, por comprar em feiras, etc. Este tipo de postura dos políticos e entidades (i)responsáveis pode também ser observado aquando das eleições, criticando os portugueses pelo elevado nível de abstenção, por não irem votar, etc.

 

A meu ver esta é uma abordagem errada, se quisermos resolver o problema. À semelhança do que se passa com a abstenção, não é por censurar a população que esta vai passar a votar; a solução para a abstenção passa por apresentar pessoas e projectos credíveis, por credibilizar a política e os políticos. Se as pessoas acreditarem num projecto, votam nele. Se não acreditarem nas alternativas que se lhes colocam, nem se dão ao trabalho de votar. É como andar às compras, quando a loja não tem nada de interesse, saímos e passamos à seguinte. Qualquer outra hipótese é perda de tempo.

 

Quanto à economia paralela, recomendo uma visita à feira da ladra em Lisboa, à Vandoma no Porto, ou a qualquer feira um pouco por todo o país. Observem as pessoas e entendam que, podem cortar nos salários, aumentar os impostos, subir os preços, mas a população tem de continuar a viver, a comer, a vestir, a calçar, etc. Se não consegue pagar 100€ por umas calças na loja, compra-as na feira por 10€; se não consegue comprar o carro novo, compra o carro que precisa em 2ª mão. As pessoas não querem a economia paralela, são empurradas para ela.

 

É esta a história de um país em que cortar na população é sempre a solução mais simples, em que colocar um familiar, ou amigo do partido na câmara ou numa função desnecessária, não é alvo de grande censura, mas poupar 21% num serviço já é altamente mal visto pelos fazedores de opinião.

 

 

Quem autorizou os sucessivos governos pós-Cavaco (quando saiu o défice era 8% do PIB) a endividarem o país desta maneira? Quem colocou os boys na administração pública e nas câmaras?!? Responsabilizemos essas pessoas! O senhor Guterres, o senhor Barroso, o senhor Lopes, o senhor Sócrates.

Não conheço muitas pessoas que, habituadas a gastar de uma determinada maneira, se habituem a gastar menos só porque tem que ser. Estou convencido que, caso os impostos conseguissem ser cobrados a esta economia paralela, estaríamos exactamente na mesma situação. Ou achavam que o crédito é ilimitado!? O problema não é a economia paralela, pois ela reduz-se a um mínimo caso haja dinheiro a circular, o problema são os desvios de fundos, as obras adjudicadas pelo dobro do seu valor e que acabam a custar o triplo em trabalhos a mais, os milhões disbaratados pelo estado, o peso do estado na economia.

Quando um estado tem um peso de cerca de 60% na economia... quase que diria que vivemos num regime socialista, em economia planeada. É o estado que decide quem recebe, a quem compra, quem favorece. Não se iludam é muito dinheiro, mesmo muito.

 

Uma vez que a máquina da justiça não funciona, os políticos comportam-se como uma corporação de malfeitores, já não há pudor e enchem os bolsos à descarada, as leis são feitas de forma casuística e o povo é manso... temos a miséria à porta.

A história mostra-nos que o Salazar e o Hitler surgiram nestas condições. Ó último até foi eleito democraticamente sob os aplausos da população, farta de ver ao longe o fartar de vilanagem no poder. Depois queixem-se que são maus e injustos...

 

Nickleback - Rockstar

http://www.youtube.com/watch?v=DmeUuoxyt_E


publicado por BigJoao às 14:56
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

É bonita ou não é!?

Ontem apareceu num jornal de grande tiragem na Argélia uma notícia que vou ter de resumir.

Para os amantes do que é belo, da moda, etc... nada há de mais natural que um concurso de beleza. Nada há mais natural que escolher o mais belo entre iguais, a peça mais perfeita aos olhos de todos e sobretudo dos entendidos. Até na Ovibeja já vimos eleger o ovino e bovino mais elegantes da exposição.
Se falo em gado ovino na mesma frase em que falo de moda, não pretendo ofender ninguém, é só uma pequena provocação para um possível debate em torno do tema. :)

O que vos pretendo transmitir é que na Arábia Saudita, o mais islâmico dos países islâmicos, organizou-se um concurso de beleza feminina. Ganhou uma candidata de 18 anos entre várias.
Isto nada teria de especial, se a candidata que ganhou não o tivesse conseguido vestida com uma Burka!!?!? :)
Ah pois é meus amigos!!!! O juri até pode ter escolhido um homem... ninguém sabe! Aparentemente, o juri viu e avaliou numa sala à parte, a beleza das candidatas que escolheram ir de burka e tomou a sua decisão.
Algum de vós consegue afirmar que não escolheram a mais bonita!?!? :)


É fascinante a ambiguidade desta gente. Há coisa mais obnóxica que um concurso de beleza em que algumas participantes aparecem de burka, praticamente ninguém as vê e acaba eleita uma entre as de burka!?!?

As fotos dos jornais podem mostrar quem quiserem. Para que serve a alguém ser a miss beleza Saudita!? Será que eles queriam eleger uma rapariga, ou um modelo de burka!?

Esta gente tem seguramente uma relação muito estranha com o corpo. :)


publicado por BigJoao às 12:21
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Contrastes

- Passar uma vida inteira tapada de véu, mas ir à discoteca com uma mini-saia de 10cm, a condizer com a altura do salto e um decote até ao joelho.

 

- Usar vestido até aos pés, véu na cabeça, mas cueca tipo fio dental.

 

- Passar o dia a rezar virado para Meca, mas na primeira oportunidade dar à sola com 30 milhões de euros.

 

- Fazer o Ramadão durante as horas de luz como forma de solidariedade com os pobres, mas afogar-se em comida, discotecas, restaurantes, etc... durante a noite.

 

- Não fazer nada como deve ser, mas ser arrogante perante outros que fazem.

 

Aqui fica um bombom para animar A Ovelha Choné (Shawn the sheep)


publicado por BigJoao às 05:15
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Hipocrisia

"A hipocrisia é o acto de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significam representar ou fingir. Um exemplo clássico de um acto hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma acção enquanto realiza a mesma acção." in Wikipédia :) vale o que vale...

Parece que está na moda escrever nos sites sociais, que se "detesta gente hipócrita"... mas depois colocam-se fotografias semi-nuas em poses de acto sexual sem parceiro. Enquanto isso, o parceiro cujo dedo treme transpirado sobre o botão da máquina, reza dois pais-nossos numa prece para que o desejo exibicionista da menina termine e que passem rapidamente "aos finalmente".
Este aparente asco pela hipocrisia vem normalmente acompanhado de declarações mais ou menos púdicas sobre como a amizade é o valor supremo, como só estão nos sites para fazer grandes, enormes, Giga-amigos, blá blá blá... bem, nesse caso para quê tais fotos? Ah, ok... inspiram a amizade e a cooperação entre os povos, não é!?

Oh meus amigos... repararam na definição de hipocrisia!? Concordam? Nesse caso, é capaz de ser melhor rever as vossas declarações de princípios. :) Que tal um "sou praticante assíduo de hipocrisia e até gosto". :)

Disse isto tudo muito baixinho... mudem o texto, ninguém dá por nada... :)


publicado por BigJoao às 18:15
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