Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Todo o amor do mundo não foi suficiente

Todo o amor do mundo não foi suficiente
Porque o amor não serve de nada.

Ficaram só os papéis e a tristeza,
Ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos
Não foram suficientes e foram demasiados
Porque hoje são como sangue no teu rosto,
São como lágrimas.

Sei que nos amámos muito e um dia,
Quando já não te encontrar em cada instante,
Cada hora, não irei negar isso.
Não irei negar nunca que te amei.
Nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra
E ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.

de José Luís Peixoto


Aqui fica a interpretação de A Naifa, com a voz da Mitó:

 


publicado por BigJoao às 17:57
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Este rio

Este rio que nos separa e divide, que atravesso vezes sem fim a cada dia, a cada hora, quando revives em mim, sempre que me lembro de ti. Estas vidas divididas, separadas, que juntamos numa sofreguidão de amantes, no afã dos pedintes, constantemente contrariadas pelos Deuses, que parecem gostar de testar a fortaleza das emoções.
Experiências apartadas, empurradas, comprimidas, num joguete incerto, numa montanha russa de emoções contraditórias, como que ignoradas pelos transeuntes, de tudo alheados.
Quem resiste, quem sobra para contar a história destas vidas armadilhadas?

Desço o elevador inseguro do amanhã, procuro as chaves do carro, da felicidade, mais uma vez atravesso a ponte numa pressa, numa urgência do teu beijo. Esse beijo que me negas, sem te importar que só ele me dá vida, me recupera do meu sono moribundo de sapo desencantado. Um dia sem ele e afundo-me em tristeza.
O elevador move-se

Ao teu lado, tudo tem lógica e sentido.
São os teus olhos que me preenchem, o teu sorriso que me alegra, o teu abraço que me reconforta, mas só o teu beijo me dá vida.

 


publicado por BigJoao às 04:28
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

A Paixão

Há dias em que morre um pouco de nós.
Qual é a lógica de ver arrancar pela raiz um rebento de uma rosa!? Será porque se adivinham os espinhos que devemos acabar com o que podia vir a ser uma bela flor!?
As coisas mais belas deviam poder ser vividas sem olhar ao que as rodeia. Independentemente do cenário. Mas uma rosa na Musgueira, não é igual à mesma flor no jardim botânico.

Poderemos chamar desencontro, às situações em que as circunstancias são completamente desfavoráveis?
Sinto que o nosso melhor não chega, é preciso uma conjugação astral, uma vontade divina, uma série de coincidências que nos ajudem a concretizar o que sabemos querer.

A vida é feita de escolhas, é mesmo uma sucessão delas. Somos hoje o resultado de todas as nossas escolhas e tenho a perfeita consciência de nem sempre ter feito as melhores.

Só ficou a tristeza, o desânimo, o desalento e, sobretudo, a sensação de injustiça.

 


publicado por BigJoao às 05:18
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