Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Iguais

Não tenho trazido notícias da Argélia porque tenho que concluir que somos tão iguais como povo, que por vezes arrepia. Ao cabo de tantos posts a afirmar as nossas diferenças, é de estranhar este súbito volte-face. No entanto, cada vez me parecem mais evidentes as nossas semelhanças. Sempre convencidos que estamos certos, os outros é que fazem tudo mal; sempre armados em chico-espertos e finalmente, a quantidade de bigodes por metro quadrado.

Mas tudo isto seria normal, não fosse termos inspirado seguidores de igual ou ainda pior calibre. Um destes dias, estava eu no hotel onde habito e percebi que também andavam por lá uns Angolanos. Seis indivíduos de nariz muito empinado, a quem os fatos pareciam não conseguir assentar bem de maneira nenhuma, um dos quais devia medir dois por dois, um armário portanto. À hora do jantar, no restaurante mais tipo self-service ( auto-serviço!? ?) ) o pagamento é feito no fim da refeição. Quando terminámos, formou-se uma bicha junto à caixa, eis senão quando chegam os referidos seis senhores, chegam-se à frente e no mais puro estilo chico-esperto português, nomeiam a vítima pagante e passam à frente das cerca de seis pessoas que ali estavam. Ninguém disse nada, ninguém tinha pressa nem onde ir e no final de contas, os actos ficam com quem os pratica. Dois aspectos a salientar: o profundo e convicto desprezo com que o argelino (!!!!) da caixa os olhou e o facto de eu não me ter pronunciado. Não ia descompô-lo em francês, pelo que restava a minha língua pátria… confesso que não quis demonstrar a todos os que esperavam que partilhava o que quer que fosse com aqueles indivíduos, nem sequer a língua.

Mudando de assunto, apuramento para o mundial de futebol, o jogo é o aguardado Argélia-Ruanda (!?), vinte minutos após o início do jogo a Argélia perde em casa com o Ruanda por um-zero, no restaurante vivem-se momentos de tensão e ansiedade, de repente…….. pasmem, a transmissão televisiva é interrompida e surgem umas imagens bucólicas com uns dizeres em árabe e acompanhadas da reza… exacto, estivemos 4 minutos a ouvir rezar o Corão!!!! Na audiência não vislumbrei ninguém a rezar, mas também não houve protestos. Imaginem isto em Portugal!!!! Por aqui, o futebol é que é a religião! :) :)

Por falar em Portugal, tive que “ameaçar” o director do hotel de greve de fome por duas vezes, caso não sintonizasse a RTPi num dos canais de TV, para conseguir ver as brilhantes vitórias luso-brasileiras.

Perante estas situações e as mais de cinco semanas que levo longe desse canteiro encalhado entre os castelhanos e o mar, foi com alegria infantil que hoje entrei no avião e ouvi a tão aguardada frase “PNC aux portes, armement dês taubogants, verification de la porte oposée”. Quero lá saber que demore oito horas de caminho… estou a caminho e é tudo o que importa!


:) :) :)


publicado por BigJoao às 03:18
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

A lógica

Hoje ouvi uma anedota de tal maneira espectacular, que não resisto a tentar contar. :)

Estava uma brigada da GNR na estrada, quando vê passar um carro em alta velocidade. Pergunta um deles.

- Aquele não era o tipo a quem tirámos a carta na semana passada!?
- Acho que sim.

Ligam o carro e se apanham-no mais à frente. Dirigem-se ao condutor e pedem.

- Pode-me mostrar a sua carta, sff!?!?

Responde o tipo,

- Mauuuuuu! Não me digam que já a perderam!!! :):)


publicado por BigJoao às 04:07
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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

O som

Somos muitos. Espero a chegada do carro com dois colegas... algum desconforto. Chegámos a um ponto em que é impossível disfarçar que existem problemas.
O tempo escorrega-me por entre os dedos. Quando arrancamos para um carreiro de automóveis, oiço os primeiros acordes de uma melodia que reconheço.




Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.


Quis fazer-nos uma surpresa. Quando falou de fado a primeira vez, mencionou Cesária Évora. Algum de nós deve ter explicado que não.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;


Hoje carregou nos botões do rádio e a surpresa entrou-me peito dentro com a violência de um soco.

Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.


No "lugar do morto" observo o caos de carros pela esquerda e direita, os prédios velhos e degradados, os novos já degradados pela cor, por estarem mal feitos.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.


Reprimo uma lágrima traidora. Agora em Alfama, subo as ruelas estreitas e oiço acordes ao longe, reflectidos entre si, entre paredes e esquinas. Lembro a sardinha no pão e o copo de plástico com tinto, que comi sentado na soleira de uma porta nos santos populares.

Eu não te acompanho mais:
pára, deixa de bater.


Maldita Amália que me trais, me desmontas quando me julgava de ferro, de aço. Não me pensava emigrante, mas sou. Não me pensava frágil ... não me pensava longe... não me pensava... não me pensava.

Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.


Há dias assim.


publicado por BigJoao às 21:58
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Que calor

Estive a ver a temperatura... estão 46 graus!!!!

 

Saí à hora do almoço para beber um chá. A sensação de que estamos a assar num forno de lenha é evidente. Nem se nota estamos a transpirar! O ar é quente e seco.

Uma caminhada de 100m é um suplício. Enquanto ando na rua, parece que me estão a passar as calças a ferro quente à medida que avanço.

Mudei para chá porque é quase insuportável beber café, só o chá morno sabe bem. Nem a água, embora se beba muita.

 

Citando o Eça, "está um calor de derreter os untos".

 

Clã - Problema de Expressão

 

http://www.youtube.com/watch?v=WdVV4Gh1xd8

 

Fabulosos :)  este video, esta música, esta interpretação.

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publicado por BigJoao às 16:16
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Caramba

Cá estou de volta ao país dos contrastes... já podem respirar fundo e conduzir à vontade em Portugal... o "argelino" já saiu. :)

 

Foi um dia exigente. Acordei às 5:30h, segui de taxi para o aeroporto sem a certeza de ter lugar no avião, já para não falar na incerteza de ter ou não bagagem à chegada. Apanhei o dito avião que partiu com 25 minutos de atraso, sabendo que tinha 40 disponíveis para mudar de terminal em Paris... estava praticamente condenado. :) Felizmente tudo se encaixou de uma forma delicada, com stress mas sem forçar nada.

 

De Paris para Alger segui em económica, que é algo que me faz muito bem. Serve sobretudo para me lembrar quem sou e de onde venho. A classe executiva é só uma circunstância, um estado tão volátil como o alcool, como ter, por exemplo unhas de gel... :) :) no fundo não são realmente vossas, meninas. Só as compraram, não nasceram com elas.

 

E chegamos ao motivo que me leva a escrever, em económica é como nos santos populares, vamos mais juntinhos, o que potencia o diálogo e por vezes impede o soninho retemperador.

A senhora de cerca de 50 anos que seguia ao meu lado, começou de repente uma conversa surpreendente. Argelina de gema, viajava para Oran sozinha. Apesar de ser casada e já ser avó, o marido, também argelino, ficara em França e não sabia o motivo da sua viagem.

Aparentemente estavam a construir uma casa e o marido ter-se-á demorado 2 meses na Argélia em vez dos 15 dias esperados. Ela achava que o marido tinha outra mulher.

O que me surpreendeu foi a forma de lidar com a situação. Aparentemente ela terá questionado o marido de forma indirecta e, sem resposta cabal, decidiu fazer a viagem (4000Km) para confrontar essa mulher com a sua suspeita! Ainda lhe perguntei porque não o confrontava a ele com a situação, uma vez que era com ele que tinha a relação, mas não era essa a sua forma de lidar com as coisas. O que acho é que é uma viagem absolutamente inútil, se a outra lhe disser que não tem nada com o marido dela, ela vem-se embora sem nada, se lhe disser que tem, vem-se embora sem nada... de qualquer forma, vem-se embora sem nada.

 

Expliquem lá esta situação aqui ao tonto sff meninas. É coisa de mulher, é coisa de mulher desvairada, é coisa de criança, é coisa de árabe maluca, é coisa de... ilógica??!?

 

Obrigadão :) :)

 

Alison Moyet - Chain of Fools (live)


publicado por BigJoao às 14:22
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Adoro isto

Trabalho numa daquelas empresas de espírito jovem, dinâmico e empenhado. São muitos os tiques de uma cultura de (pseudo) responsabilidade, ainda que unilateral.

 

Nada disto é novidade, empresas destas nascem por aí como cogumelos. O que se passa é que se institui uma lógica de repressão e medo, que impede os indivíduos de se expressarem livremente e de terem comportamentos normais, naturais e até educados. O espectro do desemprego assola em cada esquina, ao fundo de cada corredor, pelo que é fácil manter estes climas.

 

É neste tipo de ambientes que mais gosto de desestabilizar espíritos! Hoje foi um desses dias.

 

Esperei o elevador. Quando parou e as portas se abriram, dei de caras com 16 olhos postos em mim......... o silencio enquanto entro, quase solene, dou uma volta de 180 graus e, já de costas para todos, digo alto e bom som, "Boa tarde!". Milagre!! Percebi o que sente um padre durante a missa! Foi como carregar num interruptor, as 8 vozes fizeram-se ouvir obedientes, quase em uníssono.

 

A educação nunca fez mal a ninguém. Este simples acto pode não produzir resultados visíveis, mas teve impacto naquelas 8 pessoas, como um espectáculo dos "Fura del Baus". Mexeu com eles, incomodou.

 

Bem hajam


publicado por BigJoao às 16:29
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Contrastes

- Passar uma vida inteira tapada de véu, mas ir à discoteca com uma mini-saia de 10cm, a condizer com a altura do salto e um decote até ao joelho.

 

- Usar vestido até aos pés, véu na cabeça, mas cueca tipo fio dental.

 

- Passar o dia a rezar virado para Meca, mas na primeira oportunidade dar à sola com 30 milhões de euros.

 

- Fazer o Ramadão durante as horas de luz como forma de solidariedade com os pobres, mas afogar-se em comida, discotecas, restaurantes, etc... durante a noite.

 

- Não fazer nada como deve ser, mas ser arrogante perante outros que fazem.

 

Aqui fica um bombom para animar A Ovelha Choné (Shawn the sheep)


publicado por BigJoao às 05:15
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Notas Soltas

Alger 30 de Junho de 2009,

Hoje a disposição não está grande coisa, como sempre dias antes de voltar...

Ontem o banco com que colaboro foi capa dos jornais na sequência de um julgamento por desvio de 30 milhões de euros. O artista foi apanhado a tentar passar para Espanha com a típica mala cheia de notas.
Condenado a 20 anos de prisão efectiva, tentaram fazer do caso um exemplo. O dele e o de mais cerca de dez outros, alegadamente cúmplices. O alegadamente surge porque os dislates da justiça neste país são frequêntes. Existe uma senhora com um processo por ter permitido a entrada de virus no computador :).

O Michael Jackson morreu e no dia seguinte já se dizia que a sua última plástica foi ter mandado esticar o pernil. :)

Enfim, tudo isto para dizer que não sinto que se esteja a avançar para lado nenhum.
Por exemplo, apanhei o director de informática a escrever um endereço de um site no browser, avisei-o de que havia alguém a fazer manutenção à internet... o que acham que ele fez quando acabei de lhe dizer isto!?!? Voltou a escrever o endereço no browser (Internet Explorer)... deixei-o lá, ao fim de 15 minutos desistiu.
Hoje apanhei duas pessoas com o PC debaixo do braço, iam instalar tudo porque havia um problema. Não disseram a ninguém o que se passava, limitam-se a tratar de si. É este o espírito por aqui, cada um por si. Isto revela-se na quantidade de antenas parabólicas nos prédios, no trânsito, na vida... é cada um por si, não há acordos, nem compromissos.

A Argélia também está jogar o apuramento para o mundial de futebol, parece que está empatada com o Egipto. No dia em que ganharam à Zambia (!?!?!) ?) sairam todos para a rua, numa demonstração de alegria desproporcionada. Subiram para cima de um autocarro público e agitaram as bandeiras, sob o olhar pachorrento do condutor. Saíam jovens de todos os lados, o que nem é de admirar num país em que 70% da população tem menos de 35 anos.

Aqui estão eles em cima do autocarro

Enfim... não ando mesmo inspirado, até me devia abster de publicar isto, mas tem funcionado como uma espécie de recordatório, para memória futura.

E para lhe fazer justiça:
Michael Jackson - Earth song


publicado por BigJoao às 01:43
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Sábado, 13 de Junho de 2009

Santo António.... me valha

Isto de não ter um blog a sério até me me dá mais gosto. Retira-me a obrigação de escrever, e se eu quisesse escrever por obrigação tinha ido para escritor ou jornalista. Sabendo que este último está para o primeiro como o Aspirante está para o Coronel. :) :) Ai, ai, ui, é pá!!! Também não é preciso bater!!! :)

Tive uma semana tramada, era para ir para fora e acabei por ir para fora cá dentro. Sobrevivi e já cheguei aqui ao 10º país maior do mundo em área.

As notícias de cá parece que não variam, eles continuam a padecer de uma enorme falta de bom senso, que se nota um pouco por todo o lado.
Reparem nesta situação:
À saída do aeroporto uma série de pessoas avançam com malas ou carrinhos em direcção ao parque de estacionamento. Em sentido contrário vem um indivíduo a empurrar dois carrinhos de aeroporto lado a lado, carregados com caixas de fruta, tudo isto a uma velocidade absurda. Desviamo-nos cerca de 6 a 8 pessoas e respectivas malas, praticamente para dentro de um canteiro onde as plantas já secaram há uns meses. Atrás de nós, o mais que provável filho de uma velhinha empurra-a na sua cadeira de rodas inconsciente do desastre eminente. A apenas um metro da colisão, quando se apercebe, sai detrás da cadeira de rodas e impede o choque frontal quando já era evidente que o responsável não ia conseguir fazer nada. Trocam sorrisos, eventualmente desculpas e a vida segue com normalidade.

 

Estou a olhar pela janela, vejo alguém a nadar no Mediterrâneo. A apenas 100/200 metros a oeste há uma saída de esgoto não tratado, que foi motivo para a implementação de um sistema inovador de ..... tratamento de cheiros!!!!!! Sim a "merda" está lá na mesma, só não cheira.
Tudo isto é falta de bom senso e é também uma questão civilizacional. Roma também caiu às mãos dos bárbaros. Se não queremos acabar por ficar como eles, é melhor começar a ajudá-los a desenvolverem-se, senão eles invadem-nos por dentro, tendo 8 filhos por casal enquanto nós Europeus temos só 1,4... estamos a desaparecer. :) :)

E aqui fica a imagem de marca do Deserto. Viva a R4!!!! A rainha do deserto!!!

 

 


Aqui fica o Chet Baker para ouvir

 


publicado por BigJoao às 19:19
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

O Deserto

Apanhei o avião para Ghardaïa no domingo. Um bi-motor a hélices com direito a hospedeira e lanchinho.
Lá em baixo a vegetação verde deu rapidamente lugar a uma paisagem árida pintada à base de amarelos e castanhos. Tudo se foi transformando ao longo dos 600Km.
À chegada esperava-me uma “estalada” de ar quente e seco, um hotel honesto e um jantar comum.

 

Ghardaïa fica na região M’Zab e é composta por 5 tribos berbéres, que correspondem a outras tantas aldeias em colinas. Existem minaretes Sunitas e os outros xiitas, que diferem na forma. As colinas têm uma espécie de kashbha, onde é obrigatório contratar um guia para a visita. A mais antiga das tribos data de 1017 e é proibidíssimo tirar fotografias. Este conjunto de aldeias cujo nome significa em kabilie (na história que achei mais interessante) “Paro aqui”, ou “Não vou mais longe”, situa-se num oásis cheio de palmeiras, em que inclusive no ano passado houve cheias, porque o rio (Oued), um espaço seco, onde nem uma gota de água se consegue imaginar, transbordou.

98% das mulheres usa véu a tapar a cabeça e existe mesmo uma maioria que usa um véu branco completo. Caso sejam casadas, usam este véu e deixam espaço para verem só com um olho. Foi-me dito que existem mais acidentes de viação com elas por causa disso, pois atravessam sem ver bem as estradas.

A cena do dia foi horripilante. Um tipo vinha de acelera sem capacete e ao tentar acender o cigarro em andamento, estoirou com a mota contra um poste, mesmo à minha frente. Um autêntico doido!! O problema foi ter feito uma fractura exposta da tíbia (ou perónio… sei lá. Estava de fora!). Nem um queixume, sentado no passeio, cigarro ainda na boca e isqueiro na mão com que mantinha o osso dentro da perna. Lá seguiu para o hospital, deixando finalmente o cigarro no chão.
Fiz os 200Km até Ouarglá, cidade próxima da extracção de gás e petróleo. Jantei numa tenda feita de mantas de pêlo de camelo, que são leves e impermeáveis. Comi um Chorba e um «depois-lembro-me-do-nome» muito bons. A sopa é muito rica e já não consegui comer o prato em condições, deixei quase metade.



Nunca tinha convivido tão de perto com este ar quente e seco. Com 40 graus à sombra, transpira-se dentro dos edifícios, sobretudo os que têm ar condicionado, mas mal se sai para a rua, a roupa seca, descola-se do corpo e torna-se mais suportável.
O que mais impressiona é o silêncio.


publicado por BigJoao às 02:16
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