Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

...e voto em quem!?

Da esquerda para a direita, como na leitura ocidental? Ou da direita para a esquerda, como no mundo árabe?

 

Vou abordar o problema de forma cartesiana e no estilo engenheirite. Trata-se obviamente da minha opinião.

 

CDU:

(+)

- Preocupação com as desigualdades sociais.

- Faz a Festa do Avante todos os anos. :-)

(-)

- Não acredita verdadeiramente na democracia, nem tem propostas credíveis.

- Não negociou com o FMI, como se o dinheiro não fosse importante, que mais não fosse para pagar reformas e salários de Julho.

 

BE:

(+)

- Congrega pessoas que pensam diferente, nem sempre boas ideias, mas diferentes.

- Verdadeiras preocupações ambientais, sem querer impingir uma forma de estar na vida (como os Verdes).

(-)

- Não esteve com o FMI. Deixou passar a oportunidade de propôr outras medidas para ter acesso ao empréstimo a 5%, quando o mercado só emprestava a 9 e 10%

- Detestava ver um radical como o Francisco Louçã, um tipo que transpira rejeição pelo dinheiro, ter poder.

 

PS:

(+)

- Implementou o plano tecnológico e o Magalhães (embora não tenha ensinado os professores a aproveitar o equipamento).

- Tentou avaliar os professores.

(-)

- Deu cabo do país endividando-o acima do razoável e agora andamos a pedir emprestado para pagar juros de uma dívida que não pedimos.

- Não exerceu a sua função reguladora nem fiscalizadora (com a nobre e louvável exceção da ASAE).

- Desautorizou e manipulou o sistema de justiça. O procurador vai ter uma estátua... no mínimo.

- Tem como líder o maior autista político de que tenho memória. Vamos perder o estado social à conta dele.

 

PSD:

(+)

- Um líder que parece ser normal e honesto (porque é que isto me parece um defeito?).

- Pretende incentivar a economia incentivando as empresas (precisamos de premiar o mérito das empresas) e cortando gradualmente os benefícios (Sub desemprego e reformas). Quem não tem dinheiro não tem vícios.

(-)

- Aproxima o país de um capitalismo selvagem, deixando vigorar a lei do mais forte.

- Tem os interesseiros todos à espera da vitória para assaltarem a "coisa pública". Se não correrem com os que lá estão agora a ganhar, vai ser mau.

 

CDS/PP:

(+)

- Discurso responsável e de estado.

- Quer revitalizar a agricultura e as pescas!!!!!!!!!!!!! Eis um conceito que todos entendemos, trabalhando, ganhamos todos.

(-)

- Aumentar as pensões de reforma.

- Acredita na caridadezinha.

 

MRPP:

(+)

- Garcia Pereira.

(-)

- Se chega ao governo, é a desgraça. =)

 

Conclusão:

 

Se continuar a acreditar no sistema político e que a democracia vai funcionar, voto no PSD ou CDS. Porque vou acreditar que os líderes vão acabar com o desperdício e regular o funcionamento das empresas públicas e moralizar o estado.

 

Se quiser votar no protesto, voto BE ou MRPP. Porque vou querer ideias novas e soluções diferentes para um regime em crise. Ameaçar sair da moeda única pode ajudar os alemães e franceses a aceitarem pagar o dinheiro a 4% em vez dos 3%, impedindo-nos de pensar que se estão a aproveitar da nossa infelicidade.

 

Votar na CDU, no PS ou abster-me é a mesma coisa. Declarar a falência do país.

 

 

Tenho agora a campanha para decidir: P. Passos Coelho ou Francisco Louçã? Paulo Portas ou Garcia Pereira?

Fascina-me ter o Garcia Pereira no Parlamento!!!! =)


publicado por BigJoao às 11:07
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Sábado, 16 de Abril de 2011

Um Viva às boas surpresas!

Ouvi hoje e adorei a voz, a sonoridade!

 

 

Percorri as memórias sem encontrar de onde me vem esta aderência às "coisas de África". Nem família, nem nada na infância. O meu pai fez a tropa no hospital militar, não é daí. Tive um tio na guerra de África mas, nunca falou muito no assunto, suponho que não havia muito que falar.

 

Porque se me aguçam os sentidos sempre que alguém fala nessas paragens? Talvez seja o apelo do mar, dos descobrimentos. Talvez exista um Bartolomeu Dias em cada um de nós...

Bebo as histórias vividas, contadas na 1ª pessoa. Imagino os sítios, as gentes, mas por mais que imagine, seguramente que a realidade ultrapassa tudo isso.

 

Lá irei... lá irei. E lá entenderei o chamamento.


publicado por BigJoao às 02:40
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

A fruta

Hoje cheguei ao trabalho e dei de caras com um furgão a anunciar fruta fresca. O conceito é basicamente a entrega de cestos de fruta a pedido, onde o cliente indica. Vem este post a propósito de que, a imaginação é fértil.

 

Este é um serviço que existia há uns 40/50 anos atrás, mal pago, sem nenhum prestígio associado, prestado sem qualquer preocupação de higiene ou embalagem e que se vê hoje re-inventado.

 

Fomos e somos um povo empreendedor, já passámos por crises no passado e seguramente não vai ser esta a deitar-nos abaixo. Re-inventemos pois as antigas profissões. Aproveitemos a floresta, o mar, o campo. Resineiros, pescadores, limpa chaminés, vendedores de castanha assada, pastores, moleiros. Nada nos impede de darmos uma nova roupagem a estes serviços, a estes produtos e reinventá-los. São pequenos negócios numa escala compatível com a bolsa das pessoas em "fundo de desemprego", que podem recuperá-las economicamente, psicologicamente até.

Floresta

 

 

A crise não é só dos políticos, a crise também é nossa.

 

sinto-me: bem

publicado por BigJoao às 15:36
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Crescemos

Sentou-se no passeio. As pedras da calçada polidas do movimento semanal serviam perfeitamente para o que queria. Não se importou se sujava os calções ou se podia romper os ténis, nem o que pensariam os adultos que passavam por ele na rua.

Tirou do bolso os cromos e fez a contabilidade dos que tinha repetidos e dos que tinha trocado. Separou os "novos". Iam direitinhos para a caderneta quando chegasse a casa. Guardou-os assim separados em bolsos diferentes e levantou-se.

Correu até ao Nº 8 da mesma rua e tocou no 3º Esqº. O trinco da porta do prédio destrancou-se, subiu o 1º lanço até à abertura das escada e perguntou lá para cima.

- O Miguel está!?  A mãe do Miguel assomou ao patamar e respondeu.

- O Miguel está a estudar, quando acabar é que pode ir brincar.

- Está bem. Respondeu.

Correu rua abaixo até casa, entrou a correr e foi buscar a bola ao quarto. A mãe resmungou qualquer coisa sobre lanchar, só se conseguiu escapar com uma maça na mão. Correu para o pátio que sabia ter um muro contra o qual podia jogar. Imaginou a baliza e o guarda redes, fintou pelo menos 7 defesas imaginários antes de chutar ao muro e marcar um golo de antologia.

Entre dentadas na maçã e fintas passou-se 1/4 de hora. O Miguel apareceu todo limpinho e mostrou-lhe os cromos novos que tinha. Ele tinha conseguido o Diamantino do Benfica.

- Que sorte! E trocaste por quem?

- Pelo Bento.

- Xiii tenho 3 cromos do Bento, vê lá se me arranjas o Diamantino lá com os teus colegas.

Jogaram à bola e depois foram ver se o Zé já podia vir brincar. Treparam para um muro com quase 4 metros e foram até ao quintal do prédio do Zé por cima dos muros. Um gato fugiu assustado e o cão do pátio do Nº 6 ladrou que nem um doido. A Dona Esmeralda apareceu à janela a ralhar que iam cair dali e que ia fazer queixa. Apanharam umas nesperas pelo caminho e provaram, o Miguel deixou cair um pingo de sumo na camisola.

- A minha mãe diz que essas nódoas não saem. O Miguel encolheu os ombros e seguiram.

 

O Zé já podia vir brincar e os três partiram rua abaixo. O mundo estava ali para ser descoberto, havia sempre mais pátios, mais miúdos, mais cromos até ao pôr do sol.

 


publicado por BigJoao às 00:19
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

A economia paralela

Tenho ouvido falar muito sobre indicadores económicos, PIB, défice, etc... nomeadamente num artigo de "O Expresso" sobre um estudo que avalia a economia paralela em quase 25% do PIB (riqueza produzida no país durante um ano). O referido estudo foi ainda alvo de debate na Antena 1, no programa "Antena aberta" hoje dia 9 de Dezembro de 2010.

 

A este propósito, acho curiosa a postura de acusação encapotada ao cidadão por não pedir facturas, por comprar carros usados sem declarar impostos, por comprar em feiras, etc. Este tipo de postura dos políticos e entidades (i)responsáveis pode também ser observado aquando das eleições, criticando os portugueses pelo elevado nível de abstenção, por não irem votar, etc.

 

A meu ver esta é uma abordagem errada, se quisermos resolver o problema. À semelhança do que se passa com a abstenção, não é por censurar a população que esta vai passar a votar; a solução para a abstenção passa por apresentar pessoas e projectos credíveis, por credibilizar a política e os políticos. Se as pessoas acreditarem num projecto, votam nele. Se não acreditarem nas alternativas que se lhes colocam, nem se dão ao trabalho de votar. É como andar às compras, quando a loja não tem nada de interesse, saímos e passamos à seguinte. Qualquer outra hipótese é perda de tempo.

 

Quanto à economia paralela, recomendo uma visita à feira da ladra em Lisboa, à Vandoma no Porto, ou a qualquer feira um pouco por todo o país. Observem as pessoas e entendam que, podem cortar nos salários, aumentar os impostos, subir os preços, mas a população tem de continuar a viver, a comer, a vestir, a calçar, etc. Se não consegue pagar 100€ por umas calças na loja, compra-as na feira por 10€; se não consegue comprar o carro novo, compra o carro que precisa em 2ª mão. As pessoas não querem a economia paralela, são empurradas para ela.

 

É esta a história de um país em que cortar na população é sempre a solução mais simples, em que colocar um familiar, ou amigo do partido na câmara ou numa função desnecessária, não é alvo de grande censura, mas poupar 21% num serviço já é altamente mal visto pelos fazedores de opinião.

 

 

Quem autorizou os sucessivos governos pós-Cavaco (quando saiu o défice era 8% do PIB) a endividarem o país desta maneira? Quem colocou os boys na administração pública e nas câmaras?!? Responsabilizemos essas pessoas! O senhor Guterres, o senhor Barroso, o senhor Lopes, o senhor Sócrates.

Não conheço muitas pessoas que, habituadas a gastar de uma determinada maneira, se habituem a gastar menos só porque tem que ser. Estou convencido que, caso os impostos conseguissem ser cobrados a esta economia paralela, estaríamos exactamente na mesma situação. Ou achavam que o crédito é ilimitado!? O problema não é a economia paralela, pois ela reduz-se a um mínimo caso haja dinheiro a circular, o problema são os desvios de fundos, as obras adjudicadas pelo dobro do seu valor e que acabam a custar o triplo em trabalhos a mais, os milhões disbaratados pelo estado, o peso do estado na economia.

Quando um estado tem um peso de cerca de 60% na economia... quase que diria que vivemos num regime socialista, em economia planeada. É o estado que decide quem recebe, a quem compra, quem favorece. Não se iludam é muito dinheiro, mesmo muito.

 

Uma vez que a máquina da justiça não funciona, os políticos comportam-se como uma corporação de malfeitores, já não há pudor e enchem os bolsos à descarada, as leis são feitas de forma casuística e o povo é manso... temos a miséria à porta.

A história mostra-nos que o Salazar e o Hitler surgiram nestas condições. Ó último até foi eleito democraticamente sob os aplausos da população, farta de ver ao longe o fartar de vilanagem no poder. Depois queixem-se que são maus e injustos...

 

Nickleback - Rockstar

http://www.youtube.com/watch?v=DmeUuoxyt_E


publicado por BigJoao às 14:56
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Argel 3

Hoje esteve um sol radioso, senti-me em casa. Ainda estão 16 graus e são 20:00h

Ou me estou a habituar, ou então começo a desligar das pequenas contrariedades. Já percebi que é importante dormir nos trajectos de carro, caso contrário perdemos muito tempo no trânsito que depois não conseguimos recuperar. Não tenho novidades do trânsito, mas sim do espírito.

Aparentemente, um árabe pode dizer uma coisa numa circunstância e o seu inverso 5 minutos depois, se a circunstância mudar. Tudo isto com a mesma ou maior convicção. Não é fácil trabalhar com estes pressupostos. Parece-me que vou ter de escrever bastante :)

Com a nossa forma tão portuguesinha de trabalhar, têm-me conseguido arruinar as noites e o descanso por fazerem tudo em cima do joelho. Estratégia errante, alterações constantes, ideias brilhantes à última da hora, são aspectos normais em Portugal, agora juntem-lhe as características árabes e têm a salada completa.
Dá para perceber porque nunca como país conseguimos manter o norte de África na nossa posse, tinham mesmo que cair, Mazagão , Alcacer Quibir (القصر الكبير), etc...

A correcção e delicadeza no trato continuam a surpreender-me. Tinha que vir o trânsito :), hoje saía do "IC19", quando de repente um automóvel mais ou menos recente (+/- 1994) passa à nossa frente por cima de uma zebra, mesmo à frente de dois polícias. Até aqui, tudo normal. Mas o polícia deve ter acordado com os pés de fora e mandou-o parar, disse lhe duas ou três palavras e deixou-o seguir. O caricato da história é que o colega do polícia virou-se para o condutor e fez-lhe o sinal internacional de aprovação com o polegar bem para cima, enquanto sorria como quem pede desculpa pelo colega. O condutor nem chegou a parar, abrandou enquanto ouviu um mais que provável "Não voltes a fazer isso".
A parte chata é que eu estava a tentar adormecer, naquela fase de ter os olhos abertos mas estar a desacelerar. :)



Hoje trago-vos esta mercearia tradicional... há de tudo.
Para que entendam melhor... não se podem tirar fotografias a edifícios públicos ou às autoridades (um par de polícias a cada dois cruzamentos). Basicamente, se mexe é polícia, se não mexe é edifício público! :


publicado por BigJoao às 20:25
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Domingo, 16 de Março de 2008

Valores, ou talvez não

Vem este post a propósito dos tão badalados valores sociais.
A minha vontade de postar (desculpem-me o neologismo) surgiu por constatar que quando se fala em valores, uma (demasiado) grande parte das pessoas diz que sim com a cabeça, mas dá-me a impressão que a informação não é processada.
Não pretendo ensinar nada a ninguém, somente reflectir, e se no percurso alguém me quiser ajudar à reflexão, já não teremos perdido tudo os dois (não estou a contar que isto seja muito lido). :)

O que são e quais são os valores das pessoas, da sociedade como um todo!?

Supostamente é tudo aquilo que valorizamos acima de qualquer outra coisa. Tudo aquilo que não concebemos trocar, que não está à venda, não é transaccionável. Dito assim, parece e é curto. Os valores são mais estruturantes que isso, são a base a partir da qual construímos o nosso eu, como pessoas e como sociedade. Estão presentes em todas e cada uma das nossas decisões.
Até parece que estamos a falar da Constituição da República! E estamos, se quisermos comparar, os valores estão para nós como a Constituição está para as leis. Tudo em nós lhes está subordinado.

Vejamos o exemplo da igreja católica e dos seus dez mandamentos: Não matarás é com certeza um valor, inclusive social. Sempre que alguém não o respeita é motivo de censura social e até de privação de liberdade... na nossa sociedade. Países há, em que a censura vai tão longe, que o estado viola esse valor pagando da mesma moeda com a pena de morte.

A nossa dignidade como ser humano não deveria estar à venda e no entanto existe prostituição. Mas consta que mesmo as prostitutas não beijam na boca os clientes. Significa que encontraram uma forma de manter a sua dignidade mesmo vendendo o corpo.

Valorizamos a família? Cada vez há mais divórcios, pelo que parece que a procura da felicidade se tornou um valor com mais peso que o da família.

A coerência, será ela um valor? Acho que não. Ninguém insiste num erro só para se manter coerente com as suas posições no passado. Devemos ser coerentes mas não a qualquer preço.

Este parece-me um debate importante, pois quando a tão apregoada crise de valores está à porta não podemos fechar os olhos ao problema. Se queremos crescer como seres humanos e como sociedade, temos de tomar decisões sobre o que é que realmente valorizamos.
Os fundos comunitários foram em grande parte canalizados para ter e não para ser. Realmente TEMOS autoestradas, TEMOS automóveis, TEMOS estádios de futebol, TEMOS Via Verde, TEMOS canais de TV, mas também SOMOS um dos países comunitários com a maior taxa de abandono escolar precoce, SOMOS dos que têm menos licenciados, SOMOS globalmente maus a matemática, SOMOS dos que menos investem em Investigação científica, SOMOS dos povos que menos se interessa por eventos culturais.

Se achamos que vivemos numa sociedade oca, que temos muito mas somos muito pouco, devemos então questionar os nossos valores e começar a fomentar novos. Não para esta geração, que já não vai mudar, mas para as próximas. Ninguém hoje vai abdicar de ir de carro para o trabalho, optando pelos transportes públicos, para assinar uma temporada na Gulbenkian; nem ninguém vai abdicar da ida semanal ao estádio de futebol para ficar em casa com os filhos a conversar (sim, com a TV desligada).
Os jovens estão a ser educados para achar que só têm de provar o seu valor para os professores, quando saem das universidades estão à espera de obter um lugar de topo numa qualquer empresa. Não querem começar por baixo e aprender até demonstrarem alguma responsabilidade.

São os nossos valores como indivíduos, como sociedade que devem ser debatidos, desconstruídos e recuperados, para que um destes dias nos possamos orgulhar do país que Somos.


publicado por BigJoao às 02:07
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