Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Somos nós

As mãos dormentes... o torpor do álcool. De repente os sons soam melhor, mais límpidos. Será possível que já bebi meia garrafa? Bom vinho este. Santa Marta de Penaguião é uma bonita zona, feita de anos de trabalho, anos de vidas vividas para cada socalco. A esperança a cada colheita, a esperança de colher as uvas de um futuro vinho memorável... daqueles que só vão ser bebidos daqui a 40... 50 anos!

 

Pedro Abrunhosa - Se eu fosse um dia o teu olhar

 

Ao fim do dia de vindima, a taberna. A conversa com os homens de mãos ásperas, calejadas da tesoura de apanhar as uvas e segurar em "Mines", ou em copos de tinto. A conversa sem nenhum rumo, fala-se das propriedades, da qualidade da uva, do tempo que fez este ano, do que tem o patrão A e o B... deita-se conversa fora. De manhã, a esperança que da vindima apareça um vinho extraordinário, a esperança de ter contribuído e participado nessa criação. A esperança que os "estrangeiros" premeiem aquele vinho, aquela criação...

Um dia a seguir ao outro. Uma tia que morre, um primo que sofre um acidente, uma festa das vindimas, um baptizado, um tio que volta de França, um primo que deixa os estudo e vai pastar ovelhas.

 

Portugal também é isto... não é só viver em Gondomar ou no Cacém... também é isto.


publicado por BigJoao às 00:39
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

... e o amor?

Olhou à volta e viu a outra margem. Não sentia nenhum apelo, nenhum chamamento, nada. Só o vazio o acompanhou, enquanto de blusão vestido e mãos enterradas nos bolsos caminhou ao longo do rio. O frio continuou a entrar por todas as frestas possíveis e sempre a conseguir encontrar uma superfície de pele. Pele que passava a ser de galinha.

 

 

 

O coração é uma estranha dimensão do ser. Agora batia compassado, ritmado pelos seus passos, um autêntico metrónomo. E no entanto até podia estar parado. Batia onde, se estava tão cheio de vazio? Experimentou correr só para o sentir melhor, para que batesse com força no peito e voltasse a estar vivo. Parou. Embora continuasse a bater não resultava de nenhuma emoção, só batia. Não chega. Para quê bater sem emoção!? Sem emoções somos vegetais, plantas que se mexem, crescendo envelhecendo sem objectivo. Envelhecer não basta.

 

Somos todos diferentes uns dos outros. Uns conservadores outros liberais, uns altos outros magros, uns maduros outros entropecidos, uns alegres outros pobres. Resultamos de combinações improváveis e nem sequer temos a certeza do que procuramos. O que procuramos para nós, para os outros, para os nossos. Essa diferença é bela e aterradora. Aterradora porque separa, bela porque junta.

Se fossemos iguais seríamos incapazes de amar. Não conseguiríamos distinguir o amor por um filho, do amor ao próximo. Não existiria amor, seríamos ... alfaces.

 

Caminhou até chegar ao fim do trilho. Olhou o horizonte cinzento e pensou na fotografia estranha que daria. Um mar cinzento, interligado a um céu enublado, carregado de chuva. A preto e branco, em tons de cinzento.

Voltou para trás pelo mesmo trilho e o céu desabou sobre ele, mas não lhe pesou.

É leve o céu.


publicado por BigJoao às 22:56
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Sábado, 24 de Março de 2012

Os dias

Ouviu o barulho leve das ondas de rio a borbulharem na margem. A noite estava clara e os reflexos viviam na água numa espécie de competição de pirilampos. Ao longe os ruídos do cais a oxcilar ao sabor da ferrugem e das ondas. Sentiu a margem plena de vida, dentro e fora de água.

 

Tejo à noite

 

Qualquer coisa não estava bem. As emoções desarrumadas dentro de si, a constante angústia, ansiedade, mal estar, não sabia...

 

Levantou-se do banco de pedra e caminhou ao longo da margem. A temperatura anormalmente quente para a altura do ano, a arrogância intelectual dos políticos troiqueiros, indiferentes ao sofrimento que provocam, tudo lhe ocupava a mente.

- Dê-me uma moeda. Pediu alguém. Abanou a cabeça sem prestar atenção.

Avançou em direcção ao carro, procurou a chave no bolso e entrou. O telefone tocou.

- Está!? Olá mãe... não, hoje não me dá jeito ir aí jantar... pode ser antes na sexta? Na sexta estou com os miúdos... ok. Beijinhos.

Meio sonâmbulo arrancou, fundindo-se no escuro da noite.

 


publicado por BigJoao às 20:18
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

100%

Parabéns Sebastião!!!! 100% a matemática!

 

100%

A tua agilidade intelectual é fascinante e não é de agora. E pensar que ainda começaste a escrever a correção do teste, o TEU teste é a correção.

 

Beijo grande meu filho querido. O mundo é teu.


publicado por BigJoao às 12:47
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

O génio

Pela segunda vez em 20 anos um arquiteto português recebe o prémio Pritzker.

 

Numa época em que até o senhor Armindo, sapateiro de profissão, fala nos "ratings da Standard & Poors", estas são as notícias que nos têm de fazer refletir.

Quando alguém faz o que gosta, com paixão, dedicação e alguma capacidade de comunicação, o resultado é bom. E é de bons exemplos que o nosso país precisa. É de pessoas com visão.

 

 

Parabéns ao Eduardo Souto Moura e a todo o seu atelier. Parabéns a todos os que não fazem concessões e presseguem aquilo em que acreditam. Os resultados surgem. Parabéns a quem não liga aos cães que ladram e valoriza mais o facto da caravana passar. Parabéns a quem não confunde o todo com a parte.

 

Numa época de PECs 4, de Passos de Coelhos com lógicas de capitalismo selvagem, não nos esqueçamos de quem tem obra feita, e nenhum dos políticos que aí anda tem nada que valha a pena mostrar. Os estádios do senhor Engº Téc. Sócrates não contam, estão aí todos deficitários para quem os quiser ver. Visitem o do Algarve.

 

http://www.publico.pt/Cultura/souto-moura-vence-o-premio-pritzker-2011-o-nobel-da-arquitectura_1487170

sinto-me: Orgulhoso

publicado por BigJoao às 20:46
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Pensa em mim

Abriu o site como tantas vezes antes o fizera, a visão de um post de alguém que reconhece... e partiu-se.

 

Nem gostava da cantora, mas a música estilhaçou-o por dentro. Partiu-o em mil pedaços brilhantes e miudinhos, quase pó.

 

Lá estão eles, os lugares que conheci pela sua mão, em que fomos felizes, em que bebemos a felicidade um do outro. Em que nos misturámos como duas mãos num aperto abraçado.

Também eu sei de cor cada lugar teu, e porque não meu.

Basta passarem nas Notícias as buscas de um "afogado" e logo me salta à memória que aquele mar é meu, que ela mo deu uma noite. Basta passarem uma notícia sobre estudantes do Erasmus a serem entrevistados junto ao rio e o coração acelera. Basta ouvir o trânsito de manhã e mentalmente lembro os locais, imaginando-os cheios de carros e condutores impacientes. Ela está em todo o lado, procuro-a em todo o lado...

 

Fomos corajosos. Vivemos as emoções sem nenhuma reserva, sem ter "o pé atrás". Esfolámo-nos todos, pelo que hoje somos ricos. Ninguém se retraiu.

Queria viver tudo outra vez, noutra situação, noutra dimensão, numa outra ilusão, mas estar consciente de que tudo acaba, como tantas vezes disseste.

Hoje dói demais. Esta angústia que reconheço em cada pedra das calçadas onde passámos, daquelas em que ficámos de passar. Dói a cada música das nossas, a cada assunto nosso, a cada lembrança...

 

Por tudo isso...

Mafalda Veiga - Cada lugar teu

sinto-me:

publicado por BigJoao às 15:59
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Eu é que sou o persidente da xunta!

Seis candidatos.

 

Na Tv vê-se que as pessoas se acotovelam com fraco entusiasmo para ver passar o indivíduo. É mau comunicador.

- Como justifica a venda das acções?

- Houve aproveitamento da sua influência?

A multidão faz silêncio mas não se ouve nenhuma voz. A procissão segue o seu caminho, cabisbaixa, diminuída pela incapacidade do "seu líder".

 

 

Na sala propositadamente pequena os ombros apertam-se. O calor sufoca enquanto uma voz de trovador se ergue para admitir que nem as suas finanças consegue gerir. A voz afaga os presentes de tanta impulsividade, de tanto coração a transbordar amor. As pessoas amam-no, amam o cidadão, o poeta, sem acreditar nele travestido de presidente.

 

 

Ainda não tinha sido feita a pergunta e o candidato falava já nos grandes grupos económicos, nos especuladores, na exploração dos trabalhadores e nos latifundiários. Os desempregados sentiram-se também um pouco trabalhadores, os rendimentos sociais de inserção identificaram-se com ele, com o conforto e a ilusão de que a vida pode continuar a ser assim, os reformados olharam-no com o descrédito dos que sabem que a vida não é assim.

 

 

O ar sério de menino que cresceu e tem o desejo de se mostrar lá para casa, faz com que a irreverência sobressaia. Sempre agressivo e a apontar dedos. A palavra de ordem é o NÃO. Não há tourada, Não há soluções, só acusações e ambição de poder um dia dizer que se esteve lá.

 

 

O passado humanitário e o reconhecimento da competência necessária ao funcionário leva-o ao deslumbre de cumprir o sonho. Não tem o verbo fácil de um político experiente, levam-lhe facilmente a credibilidade e torcem-na sacudindo-a sem pudor, quase retirando o mérito do seu passado de obra sem política.

 

 

Sorri satisfeito por ter conseguido as assinaturas, por estar na TV e poder "dizer coisas". - Afinal é de esquerda ou de direita? - Concorre pela direita?

Diz-se de esquerda mas a usar o trampolim da direita. Afinal esquerda, direita é tudo igual. No fim da campanha vai conseguir mais uns clientes e ser conhecido em todo o país.

 

 

 

 

Onde estão os candidatos!? Isto não chega!


publicado por BigJoao às 15:34
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Caiu

 

 

Caiu tudo num estrondo de mobília que se abate, num gemido de madeira que cede a um peso excessivo. Lascas de vários tamanhos e formas um pouco por todo o lado, e esta estranha poeira que ainda paira no ar, iluminada por um feixe de luz vindo da janela.

A ilusão da estante que um dia se sonhou escrivaninha, em que seria apoio à escrita das obras mais belas e não somente uma reserva, um arquivo de inspirações antigas.
A poeira mantém-se por muito tempo, suspensa por emoções que um dia se julgaram grandes, que sonharam o divino e afinal, baixaram os braços derrotadas, baixaram os ombros rasos de lágrimas, os olhos fracos sem olhar, os joelhos sem sentir.

Quem decidiu a forma? Em árvore sonhara com a paixão, a elegância das gavetas, o tampo exemplarmente liso, as pernas arredondadas com ranhuras verticais. A dor de ver peça após peça perder a forma, o espanto de não a reconhecer. Sentiu-se curto, sentiu-se pequeno, anão. O artesão não escolheu... fez e desfez sonhos, deixou cair formões, plainas e limas. Arrancou ilusões de serradura e partituras de lascas.
Nunca seria escrivaninha, não era a sua natureza.



"O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
Carlos Drummond de Andrade


publicado por BigJoao às 01:06
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Aprender

Ultimamente tenho aprendido muito sobre o ser humano, o que para mim é bom porque gosto sempre de aprender.

Estava eu de visita a uma página da blogoesfera e dou de caras com uma frase que me chamou a atenção:
"Um dia alguém me disse que, quando alguém gosta de nós, mesmo o nosso maior disparate tem uma justificação. Para quem nos quer mal, mesmo fazendo tudo correcto, há sempre algum mal a apontar. Ou seja, nem sempre a imagem negativa que temos de nós corresponde à verdade. Pode ser o resultado da "negrura" que vai na alma de quem nos fala. Por isso, quando sentimos falta de apreço por nós próprios, é uma boa estratégia começar por analisar e tentar perceber que tipo de problemas vivem essas pessoas."

Eu permito-me acrescentar, que a imagem que temos de nós não é necessariamente negativa. Mas é uma observação para cobrir todas as hipóteses.

Fez-me entender que a imagem que temos de nós próprios é construída por outros e pelas observações que outros nos fazem. Se estamos rodeados duma atmosfera positiva e construtiva, vamos acabar por ser construtivos, caso contrário... os exemplos são mais que muitos.

 


publicado por BigJoao às 16:42
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

A nossa verdade

Trago um discurso feito pelo embaixador Mexicano Guaicaípuro Guatemoc. Onde ou quando foi feito este discurso, desconheço. Recebi isto como mensagem via email.
De ascendência indígena, discursou sobre o pagamento da dívida externa do seu país, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.



A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que todas as dívidas se pagam com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir autorização. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, só entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, isso seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.

Prefiro assumir a hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada nunca consegue funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos esperado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar aos nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluímos e informamos os nossos descobridores, que nos devem, não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Europeia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava a expor uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.

----------------------------------
Depois de ler isto, temos que olhar o mundo com um pouco mais de humildade. Não somos senhores da razão, como por vezes nos convencemos.
Quando ouvi o presidente do Irão afirmar que Israel era uma má solução criada na palestina, para resolver um problema europeu... tem razão. Claro que depois perde-a ao afirmar que não existem homossexuais no Irão, etc, etc...

Espero os vossos comentários com avidez. :)


publicado por BigJoao às 23:08
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