Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Insanidade

A notícia saiu no jornal sem qualquer enfase em especial, escrita num tom quase monocórdico.

 

Resumindo, uma criança de 4 anos assiste ao avô a matar o pai, depois deste conseguir a visita da filha após longas demandas em tribunal. Pai advogado, mãe juíza em Ílhavo (terra que até conheço), num portugal supostamente desenvolvido.

 

http://jornal.publico.pt/noticia/09-02-2011/violadas-regras-de-visitas-a-menina-de-oliveira-do-bairro-21255173.htm

 

Até onde pode ir a cegueira de alguém? O que terá passado pela cabeça do avô? E do pai? E da menina?

Vidas destruídas em nome da "razão". Estupidamente, sem nenhum brilho, sem um rasgo de lucidês.

De repente, pus-me a imaginar os contornos da situação... nem sei o que se passou, nem o que terá justificado o ato.

 

 

.........

O sacana anda há tanto tempo sem pagar a pensão de alimentos. Trabalha com recibos verdes, não declara o que ganha e ninguém o consegue obrigar a pagar a pensão. Nem o tribunal! Quem é que precisa de recibos de um advogado?

Agora quer visitar a menina!? Eu vou lá mostrar-lhe que não pode fazer o que quer. Pensa que manda em quem?

É melhor levar a arma, não vá o tipo passar-se e querer levá-la... tão pequenina, nem percebe o pai que tem.

 

- Já te disse que sou eu que vou, se lhe dá para a querer levar, para fugir, vais fazer o quê? E o avô gosta demasiado de ti para deixar que te levem, não é querida?

Vai correr tudo bem, mas se ele se arma em parvo vai-me ouvir! Recebi-o em minha casa como se fosse um filho, não tem o direito de vir gozar com as pessoas! Não dá nada e quer ver a menina!?

 

- Vamos lá querida. Não percebes nada do que se está a passar não é? Vamos ver o teu pai. Anda.

 

Queria que me afastasse para estar com a menina. Queria ir para perto do carro. Eu percebi bem o que ele queria. A menina começou a chorar, a discussão estalou, quis dizer-lhe duas ou três coisas. Ele respondeu sem respeito nenhum, sem nenhuma consideração. Usa as pessoas como se fossem toalhetes.

- Já disse que fico aqui! Largue a menina, a visita acabou! Você não me empurra!!! Largue-me!!

 

Pam, pam, pam, pam, pam!!!!!!!!

O silêncio... nenhum ruído, nem pássaros, nem cães. O trânsito parou...

Foto de autor. Todos os direitos lhe pertencem.

.........

 

Finalmente vou ver a minha filha!! Tenho tantas saudades dela, das mãozinhas, das bochechas, da voz...

Pensavam que me podiam impedir de estar com ela, mas o tribunal deu-me razão! Seja lá onde for, em casa, num sítio público, no cinema, na prisão, tenho o direito de estar com a Cláudia.

Nunca me deixam ver a miúda mas exigem que pague a pensão!? Bem os tramei! Sempre tiveram dinheiro, se querem luxos, que paguem!

Por esta altura já lhe fizeram a cabeça, que o pai é mau, que não gosta dela, que se gostasse não fazia estas coisas... a ver vamos.

 

- Vou buscar a Cláudia, está-me mesmo a apetecer um abraço dos dela.

Bolas! Cheguei 15 minutos adiantado ao largo. Vou comprar cigarros e o jornal. Trouxe um boneco para ela. Que nervos esta espera.

 

Lá vêem eles, nem vou falar ao velho.

- Cláudia!!! Dá cá um beijo!

- Cláudia! Anda cá ao pai. $#%"

- Já lhe fizeram a cabeça, nem um beijo me dá!?

Baixou-se e abraçou-a. Apertou-a contra si, contra o seu peito.

- A mãe? Pergunta a Cláudia.

- Agora estás aqui com o pai. Anda até ali para estarmos os dois sozinhos.

- Não me apertes pai! Mãe!!! Começa a chorar.

O avô pega num braço da Cláudia e diz que a visita acabou.

- Era o que faltava!!! Estou há 4 meses sem a ver e agora levam-na ao fim de 2 minutos!? Eu sou o pai dela e ela vai ficar aqui comigo.

Empurrei o velho... a Cláudia chora... não tem que se meter entre pai e filha!

- Pensam que são donos dela, mas é a MINHA filha! Eu é que devia autorizar se estão com os avós ou com quem quer que seja!!!

- Pára de chorar e anda cá.

O velho reage com insultos, leva a mão ao bolso, tira uma coisa preta e oiço uma série de estrondos. Que estranho... de repente o silêncio... sinto-me empurrado para trás e estou a ficar sem força... que estranho... sinto a camisa molhada... caio no chão... a Cláudia liberta-se da minha mão... não vás! Ainda nem te dei o boneco...

 

 Madeleine Peyroux - Dance me to the end of love


publicado por BigJoao às 13:16
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

A economia paralela

Tenho ouvido falar muito sobre indicadores económicos, PIB, défice, etc... nomeadamente num artigo de "O Expresso" sobre um estudo que avalia a economia paralela em quase 25% do PIB (riqueza produzida no país durante um ano). O referido estudo foi ainda alvo de debate na Antena 1, no programa "Antena aberta" hoje dia 9 de Dezembro de 2010.

 

A este propósito, acho curiosa a postura de acusação encapotada ao cidadão por não pedir facturas, por comprar carros usados sem declarar impostos, por comprar em feiras, etc. Este tipo de postura dos políticos e entidades (i)responsáveis pode também ser observado aquando das eleições, criticando os portugueses pelo elevado nível de abstenção, por não irem votar, etc.

 

A meu ver esta é uma abordagem errada, se quisermos resolver o problema. À semelhança do que se passa com a abstenção, não é por censurar a população que esta vai passar a votar; a solução para a abstenção passa por apresentar pessoas e projectos credíveis, por credibilizar a política e os políticos. Se as pessoas acreditarem num projecto, votam nele. Se não acreditarem nas alternativas que se lhes colocam, nem se dão ao trabalho de votar. É como andar às compras, quando a loja não tem nada de interesse, saímos e passamos à seguinte. Qualquer outra hipótese é perda de tempo.

 

Quanto à economia paralela, recomendo uma visita à feira da ladra em Lisboa, à Vandoma no Porto, ou a qualquer feira um pouco por todo o país. Observem as pessoas e entendam que, podem cortar nos salários, aumentar os impostos, subir os preços, mas a população tem de continuar a viver, a comer, a vestir, a calçar, etc. Se não consegue pagar 100€ por umas calças na loja, compra-as na feira por 10€; se não consegue comprar o carro novo, compra o carro que precisa em 2ª mão. As pessoas não querem a economia paralela, são empurradas para ela.

 

É esta a história de um país em que cortar na população é sempre a solução mais simples, em que colocar um familiar, ou amigo do partido na câmara ou numa função desnecessária, não é alvo de grande censura, mas poupar 21% num serviço já é altamente mal visto pelos fazedores de opinião.

 

 

Quem autorizou os sucessivos governos pós-Cavaco (quando saiu o défice era 8% do PIB) a endividarem o país desta maneira? Quem colocou os boys na administração pública e nas câmaras?!? Responsabilizemos essas pessoas! O senhor Guterres, o senhor Barroso, o senhor Lopes, o senhor Sócrates.

Não conheço muitas pessoas que, habituadas a gastar de uma determinada maneira, se habituem a gastar menos só porque tem que ser. Estou convencido que, caso os impostos conseguissem ser cobrados a esta economia paralela, estaríamos exactamente na mesma situação. Ou achavam que o crédito é ilimitado!? O problema não é a economia paralela, pois ela reduz-se a um mínimo caso haja dinheiro a circular, o problema são os desvios de fundos, as obras adjudicadas pelo dobro do seu valor e que acabam a custar o triplo em trabalhos a mais, os milhões disbaratados pelo estado, o peso do estado na economia.

Quando um estado tem um peso de cerca de 60% na economia... quase que diria que vivemos num regime socialista, em economia planeada. É o estado que decide quem recebe, a quem compra, quem favorece. Não se iludam é muito dinheiro, mesmo muito.

 

Uma vez que a máquina da justiça não funciona, os políticos comportam-se como uma corporação de malfeitores, já não há pudor e enchem os bolsos à descarada, as leis são feitas de forma casuística e o povo é manso... temos a miséria à porta.

A história mostra-nos que o Salazar e o Hitler surgiram nestas condições. Ó último até foi eleito democraticamente sob os aplausos da população, farta de ver ao longe o fartar de vilanagem no poder. Depois queixem-se que são maus e injustos...

 

Nickleback - Rockstar

http://www.youtube.com/watch?v=DmeUuoxyt_E


publicado por BigJoao às 14:56
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

O absurdo

Hoje li uma informação que me deixou um amargo de boca. A sensação de que estamos a falhar como civilização. A saber.

O montante disponível este ano para pagamento de bónus na Goldman Sachs: 16.7 mil milhões de dólares (700 mil dólares por trabalhador).

O PIB do Haiti em 2008: 6.9 mil milhões de dólares (per capita de 1 300 dólares).



Esta informação foi obtida aqui: Blog Ladrões de Bicicletas

Outras civilizações também falharam antes da nossa, a Romana, a Egípcia, a Inca, a dos Índios na América do Norte, etc... estavam distraídas e não repararam nos sinais de mudança. Não repararam na sua própria irracionalidade, nem na sua própria falta de solidariedade.
Tenho a sensação que, se juntarmos a isto a verdadeira invasão da Europa e EUA pelos emigrantes chineses, africanos e árabes; a clivagem entre ricos e pobres, a descredibilização dos políticos e o hedonismo/individualismo cultural cada vez maior, temos os condimentos para uma ruptura. Uma ruptura civilizacional daquela com consequências para milhões.

Esperemos que esteja errado.


publicado por BigJoao às 10:30
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

A nossa verdade

Trago um discurso feito pelo embaixador Mexicano Guaicaípuro Guatemoc. Onde ou quando foi feito este discurso, desconheço. Recebi isto como mensagem via email.
De ascendência indígena, discursou sobre o pagamento da dívida externa do seu país, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.



A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que todas as dívidas se pagam com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir autorização. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, só entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, isso seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.

Prefiro assumir a hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada nunca consegue funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos esperado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar aos nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluímos e informamos os nossos descobridores, que nos devem, não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Europeia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava a expor uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.

----------------------------------
Depois de ler isto, temos que olhar o mundo com um pouco mais de humildade. Não somos senhores da razão, como por vezes nos convencemos.
Quando ouvi o presidente do Irão afirmar que Israel era uma má solução criada na palestina, para resolver um problema europeu... tem razão. Claro que depois perde-a ao afirmar que não existem homossexuais no Irão, etc, etc...

Espero os vossos comentários com avidez. :)


publicado por BigJoao às 23:08
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Atentado

Meus caros amigos e amigas,

Seria muito azar, mas pode acontecer este vosso amigo vir a finar-se num destes atentados que ocorrem neste país. :) Caso isto aconteça, deixo-vos os meus blogs, que são quase todos os meus parcos haveres virtuais. :)
Vem isto a propósito de um ataque que ocorreu hoje, com cerca de 20 (!!!!!) vítimas, 18 nos números da imprensa do governo e 24 nos números menos alinhados. Mesmo que sejam 18, é muita gente!! Ok, pronto, foi a 200Km de Alger, mas mesmo assim... complicou ainda mais o trânsito! :)

Eu sei que não devia brincar com este assunto, até por existir um lado humano associado a estas coisas, mas sou mesmo assim.

Houve outro há um tempo, até mais próximo (100Km), em que morreram 2 italianos numa bomba de gasolina, mas não foi tão marcante. O que me impressionou neste atentado foi um aspecto muito prosaico. Os bombistas fugiram depois de matarem a tiro os militares feridos, retirando-lhes as armas e os uniformes. Sem comentários, já imaginaram a cena!?



Estando num país pródigo em contradições, Portugal visto à distância ainda parece mais ridículo.
É absurdo continuarem a discutir pessoas na política portuguesa. É uma discussão "pequenina" e sem grandes avanços. Onde está a discussão construtiva e sem demagogia sobre o ensino, sobre os resultados das várias reformas, sobre o TGV, ou outros investimentos públicos?

Em vez disso, vejo um governador do banco de portugal, pornograficamente pago, sacudir a água do capote, numa atitude de desresponsabilização completa sobre um assunto da sua inteira responsabilidade! É o despudor!!!
Em vez disso, vejo a lei do financiamento dos partidos chegar perigosamente à beira da aprovação, permitiria novamente o financiamento descarado dos partidos, com malas de dinheiro de "privados"... tenham vergonha!
Em vez de ponderar o porquê e quais as suas responsabilidades na abstenção, vejo a classe política praticamente acusar cada português de irresponsabilidade e falta de sentido de democracia, sem entender que para o português comum, não passam de uma corporação de malfeitores sem sentido de serviço público e que vêm nas eleições a oportunidade de engordar as suas contas pessoais, sacrificando o que quer que seja para o atingir. Eleger pessoas assim, é como escolher entre ter xixi e cocó à refeição.

Tenho dito!!!! :) :) :) :) :)
PS: Não levemos as coisas demasiado a sério, refiro-me à parte do terrorismo, esta última é para levar muito, muito a sério!

Deixo-vos uma música, um bom hábito que copiei de um amigo:


R.E.M. Losing My Religion


publicado por BigJoao às 04:49
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Sábado, 21 de Março de 2009

A Revolução

A nossa estabilidade emocional é de uma fragilidade impressionante. Como podemos lidar com a maldade, a perversão alheia!? As nossas vidas não são compatíveis com a lei vigente.

A legislação não nos protege da maldade, nem da capacidade que os outros têm de nos infligir danos elevados. Só serve para punir e mal.

Dizem que a ignorância tem sido o principal motivo para as maiores barbáries na história da humanidade. Nesse caso, porque não são os ignorantes punidos pelos seus "crimes"!?!?
Quem impede um tipo de agredir uma velhota para lhe roubar a mala!?!? Ninguém. No entanto ela vai ficar irremediavelmente traumatizada com o acto de violência, vai sofrer o terror psicológico cada vez que sair à rua. O agressor devia ser punido pelas duas coisas, a agressão e o trauma que lhe sucede. Exagero!?!?
Quem impede uma mãe de usar os filhos contra o pai num divórcio. Ela faz mal ao pai, mas sobretudo aos filhos que ainda têm a personalidade por formar e os afectos em modelação. Neste caso, "não há" crime nem castigo. No entanto as consequências são reais e inegáveis; crianças sem confiança em si próprias e com medo de assumir os afectos.
Quem castiga o racista? Quem pune o marido que agride a mulher atrás de portas!?!?!? São o que me permito chamar, crimes não explícitos.



Não quero reclamar o aumento das penas do código penal, até porque não acredito que quem pratica um crime se lembre da duração da pena. As penas deviam ter outra vertente, uma vertente pedagógica que permitisse a humanização do criminoso.
Para os crimes não explícitos, devia ser feito o acompanhamento supervisionado da vítima pelo criminoso, ou de outra vítima.
Bem sei que é uma ideia mirambolante, no entanto o que quero dizer é que o sistema que existe não pondera todas as vertentes do problema, por isso é preciso mudar, melhorar.

Precisamos de uma "revolução".


publicado por BigJoao às 03:08
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