Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Participação do cidadão

Em Maio, esta professora brasileira interpelou deputados e a secretária de estado. Talvez fosse importante os deputados prestarem contas aos que os elegem, que mais não fosse para se manterem em contacto com a realidade.

Vale a pena ouvir.

 


publicado por BigJoao às 16:34
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Que estranho...

Logo hoje, 25 de Abril de 2011 tinha que me dar um rasgo, um surto de clarividência.

Talvez por ser o dia da revolução, da comemoração dos seus 37 anos, tudo se torne claro.

 

Por vezes cedemos às tentação, à vontade ainda que incongruente, ao desejo embora vazio, ao embrulho sem a prenda no interior. Podem-se usar tantas imagens para ilustrar essas situações... mas não passam disso, imagens.

Hoje foi o dia de ver mais além, foi dia de citar Richard Bach porque realmente, não há longe nem distância. Se queres estar num outro lugar, na realidade já lá estás um pouco.

 

 

Quero estar no lugar onde guardo as emoções mais fortes, onde já fui feliz. Em todos os locais onde fui feliz. Com todas as pessoas com quem alguma vez fui feliz. Não quero emoções negativas, só positivas. Ou então, podem entrar as negativas desde que o resultado final seja positivo.

Todas as experiências que valeram a pena ser vividas.

 

Eu vou lá estar. Vou fazer somente o que quero e nada mais. Não se adiam decisões... pois não miúda?

 

PS: Vale a pena ouvir a música toda, que mais não seja, pelo solo de guitarra.


publicado por BigJoao às 14:14
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

O génio

Pela segunda vez em 20 anos um arquiteto português recebe o prémio Pritzker.

 

Numa época em que até o senhor Armindo, sapateiro de profissão, fala nos "ratings da Standard & Poors", estas são as notícias que nos têm de fazer refletir.

Quando alguém faz o que gosta, com paixão, dedicação e alguma capacidade de comunicação, o resultado é bom. E é de bons exemplos que o nosso país precisa. É de pessoas com visão.

 

 

Parabéns ao Eduardo Souto Moura e a todo o seu atelier. Parabéns a todos os que não fazem concessões e presseguem aquilo em que acreditam. Os resultados surgem. Parabéns a quem não liga aos cães que ladram e valoriza mais o facto da caravana passar. Parabéns a quem não confunde o todo com a parte.

 

Numa época de PECs 4, de Passos de Coelhos com lógicas de capitalismo selvagem, não nos esqueçamos de quem tem obra feita, e nenhum dos políticos que aí anda tem nada que valha a pena mostrar. Os estádios do senhor Engº Téc. Sócrates não contam, estão aí todos deficitários para quem os quiser ver. Visitem o do Algarve.

 

http://www.publico.pt/Cultura/souto-moura-vence-o-premio-pritzker-2011-o-nobel-da-arquitectura_1487170

sinto-me: Orgulhoso

publicado por BigJoao às 20:46
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A fruta

Hoje cheguei ao trabalho e dei de caras com um furgão a anunciar fruta fresca. O conceito é basicamente a entrega de cestos de fruta a pedido, onde o cliente indica. Vem este post a propósito de que, a imaginação é fértil.

 

Este é um serviço que existia há uns 40/50 anos atrás, mal pago, sem nenhum prestígio associado, prestado sem qualquer preocupação de higiene ou embalagem e que se vê hoje re-inventado.

 

Fomos e somos um povo empreendedor, já passámos por crises no passado e seguramente não vai ser esta a deitar-nos abaixo. Re-inventemos pois as antigas profissões. Aproveitemos a floresta, o mar, o campo. Resineiros, pescadores, limpa chaminés, vendedores de castanha assada, pastores, moleiros. Nada nos impede de darmos uma nova roupagem a estes serviços, a estes produtos e reinventá-los. São pequenos negócios numa escala compatível com a bolsa das pessoas em "fundo de desemprego", que podem recuperá-las economicamente, psicologicamente até.

Floresta

 

 

A crise não é só dos políticos, a crise também é nossa.

 

sinto-me: bem

publicado por BigJoao às 15:36
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Pensa em mim

Abriu o site como tantas vezes antes o fizera, a visão de um post de alguém que reconhece... e partiu-se.

 

Nem gostava da cantora, mas a música estilhaçou-o por dentro. Partiu-o em mil pedaços brilhantes e miudinhos, quase pó.

 

Lá estão eles, os lugares que conheci pela sua mão, em que fomos felizes, em que bebemos a felicidade um do outro. Em que nos misturámos como duas mãos num aperto abraçado.

Também eu sei de cor cada lugar teu, e porque não meu.

Basta passarem nas Notícias as buscas de um "afogado" e logo me salta à memória que aquele mar é meu, que ela mo deu uma noite. Basta passarem uma notícia sobre estudantes do Erasmus a serem entrevistados junto ao rio e o coração acelera. Basta ouvir o trânsito de manhã e mentalmente lembro os locais, imaginando-os cheios de carros e condutores impacientes. Ela está em todo o lado, procuro-a em todo o lado...

 

Fomos corajosos. Vivemos as emoções sem nenhuma reserva, sem ter "o pé atrás". Esfolámo-nos todos, pelo que hoje somos ricos. Ninguém se retraiu.

Queria viver tudo outra vez, noutra situação, noutra dimensão, numa outra ilusão, mas estar consciente de que tudo acaba, como tantas vezes disseste.

Hoje dói demais. Esta angústia que reconheço em cada pedra das calçadas onde passámos, daquelas em que ficámos de passar. Dói a cada música das nossas, a cada assunto nosso, a cada lembrança...

 

Por tudo isso...

Mafalda Veiga - Cada lugar teu

sinto-me:

publicado por BigJoao às 15:59
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Capítulo III

Abriu o frigorífico quase sem vontade de ver, sem fome que o justificasse. O pote daquele doce que lhe tinham dado continuava fechado com o mesmo bolor que tinha na semana passada, no mês passado... parecia que sempre lá tinha estado.

- Será que os outros alimentos percebem que o bolor ali está e começam a produzir o seu próprio? Talvez sejam competitivos...

Voltou a fechar a porta sem nada tirar e dirigiu-se à sala. Olhou os livros um pouco por todo o lado, não lhe apetecia ler, nem o que tinha começado nem nenhum outro. A Tv não passava nada de jeito há uns anos. Gostava de ver o "Biggest Looser", um programa em que os concorrentes profundamente obesos, gordos em todos os aspetos em que se pode sê-lo, se esforçavam por perder peso, por mudar de vida. Recuperavam as formas, a expressão, as caras, os traços no rosto, a vontade. Tinha perdido o último episódio da série e não sabia quem tinha ganho... mas não interessa. Todos ganharam.

Da aparelhagem de som parecia-lhe que não saía nenhum som repousante, só sons ansiosos. Pegou no casaco e saiu. A desarrumação em casa não o deixava lá estar sem uma pontinha de sentimento de culpa por nada fazer, por não arrumar. Atravessou a entrada do prédio e saiu. Uma chuva miudinha esperava-o à porta e acompanhou-o até ao carro a sussurrar-lhe desconforto. Arrancou ainda sem ter a certeza onde ia. Decidiu ir até Alcochete, era suficientemente longe para pensar no porquê do desconforto que o envolvia e só conseguia pensar em coisas boas associadas a essa terra.

Alcochete 1

Sempre em linha reta lembrou os dias em que, na auto-estrada devorava quilómetros em nome de emoções. Nunca lhe custaram a fazer enquanto as emoções o esperaram no fim da viagem, quando o abandonaram, a distância tornou-se pesada, sem sentido. A lembrança de tudo o que viveu deixou-lhe a vista enublada, tantas horas a falar, a tocar, a sentir, a ouvir. Os sentimentos à flor da pele, o prazer de estar, de ver sorrir, de conhecer... tinha saudades de tudo isso. As suas vidas tocaram-se para logo se afastarem, numa dança de coreografia exótica. Estranho como as coisas se evaporam, se desfazem, se desmontam. Só nos resta guardar a lembrança do todo e algumas peças, se for caso disso.

Em Alcochete esperava-o um café num sítio indistinto igual a tantos outros, com sons de máquinas de moer café, de cervejas a serem abertas, de colheres a baterem em pratos, de registadoras. Há aqui uma devoção a D. Manuel I só porque nasceu ali, como se não tivesse sido um tonto, indigno primo e herdeiro de D. João II. Um tipo que expulsa os judeus só para agradar aos vizinhos espanhóis, que instaura a inquisição pelos mesmos motivos... acho que está tudo dito.

 


publicado por BigJoao às 15:11
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Meia década de guerra no Iraque

Aqui está um video sobre a cobertura jornalística da Reuters a meia década de guerra no Iraque:

Video Reuters

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publicado por BigJoao às 17:24
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