Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Que estranho...

Logo hoje, 25 de Abril de 2011 tinha que me dar um rasgo, um surto de clarividência.

Talvez por ser o dia da revolução, da comemoração dos seus 37 anos, tudo se torne claro.

 

Por vezes cedemos às tentação, à vontade ainda que incongruente, ao desejo embora vazio, ao embrulho sem a prenda no interior. Podem-se usar tantas imagens para ilustrar essas situações... mas não passam disso, imagens.

Hoje foi o dia de ver mais além, foi dia de citar Richard Bach porque realmente, não há longe nem distância. Se queres estar num outro lugar, na realidade já lá estás um pouco.

 

 

Quero estar no lugar onde guardo as emoções mais fortes, onde já fui feliz. Em todos os locais onde fui feliz. Com todas as pessoas com quem alguma vez fui feliz. Não quero emoções negativas, só positivas. Ou então, podem entrar as negativas desde que o resultado final seja positivo.

Todas as experiências que valeram a pena ser vividas.

 

Eu vou lá estar. Vou fazer somente o que quero e nada mais. Não se adiam decisões... pois não miúda?

 

PS: Vale a pena ouvir a música toda, que mais não seja, pelo solo de guitarra.


publicado por BigJoao às 14:14
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

O anzol

A tarde preguiça e espreguiça-se enquanto se arrasta indulente num desfolhar de horas que jazem inertes, já gastas pelo chão. Finalmente encosta-se à noite suave e calorosamente, misturando-se até se tornarem numa só.

 

 

Tenho saudades de quando fumava. Havia sempre companhia dentro de cada cigarro. Havia sempre alguém com quem partilhar aquela fraqueza que entra pela boca e queima o seu caminho, até finalmente espalhar o seu calor nos pulmões. Uma leve tontura após cada passa, os olhos a arder por cada vez que o fumo lá chega. A roupa e o interior do carro sempre cheios de cinza, a cheirar a tabaco ou, o que é pior, a cheirar a tabaco frio. Lembro tudo isto sem pena de ter deixado nem recriminação de quem ainda fuma.

 

 

 

 

Sinto que as coisas comigo acontecem sempre fora de tempo. Devo ser eu, deve ter a ver comigo, com a minha forma de estar.

Já me acusaram de ser racional, mas o que sinto é exactamente o contrário. Sinto que ando sempre a sofrer as consequências de ser impulsivo, mas a verdade é que as sofro sem arrependimento.

Sinto tanta falta de algumas pessoas cá dentro... de quem não esqueci, de quem não quero esquecer, de quem quero lembrar. O tempo faz o seu trajeto implacável e esboroa rochas outrora sólidas, esbate cores outrora garridas. Só não descolora o que sentimos, isso fica cá dentro no quentinho, no aconchego do que nos é querido.

 

Sou como as crianças, necessito de confirmações...


publicado por BigJoao às 16:01
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Domingo, 17 de Abril de 2011

A casa da Irene

Marcou os números no telemóvel.

- Está!?

- Boa noite, é da casa da Irene!?

- É.

- Servem jantares hoje, ou estão fechados!?

- Servimos sim. Quantas pessoas são!?

- Um adulto e três crianças.

- O que é que querem comer!? Temos cabrito, mas se quiser outra coisa...

- Pode ser cabrito sim. Pode ser às oito e meia!?

- Está bem. Assim é mais rápido, não têm que esperar. Como é que tem este número!?

- Foi aqui no turismo rural que me deram.

- Ahhh. Então fica para as oito e meia.

- Ok. Até já.

 

Saiu para a rua. O ar aqui tem sabor, tem cheiro saudável e rico. Olhou à volta, distinguem-se umas montanhas ao fundo, talvez já seja Espanha. Ouvem-se os pássaros chilrear e ruídos de campo, de agrícultura, de rebanhos. Porque é que abandonámos o campo e nos encaixotámos em cidades!? Não me consigo lembrar... terá sido a revolução indústrial!? Não me lembro... talvez...

 

Paro o carro num largo. Os miúdos e miúdas da aldeia jogam à bola sem preocupações aparentes. Estamos nas férias da Páscoa e férias são férias.

Os olhares não nos largaram no percurso do carro à casa da Irene. O jantar demorou pouco e foi excelente, a conversa foi melhor ainda e esticou o jantar para três horas. Simples a D. Irene, com convicções de aço temperado em trabalho e olho para o negócio.

 

No dia seguinte um pequeno almoço variado e gravuras rupestres. As gravuras ganham vida com a explicação. Tudo se ilumina, a imaginação acende-se...

 

Foz Côa

 

A felicidade são coisas simples... muito simples.

 

James Asher - Ijeilu ( audição obrigatória, imaginar uma praia deserta com palmeiras, areira branca e mar azul turquesa )


publicado por BigJoao às 03:22
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

100%

Parabéns Sebastião!!!! 100% a matemática!

 

100%

A tua agilidade intelectual é fascinante e não é de agora. E pensar que ainda começaste a escrever a correção do teste, o TEU teste é a correção.

 

Beijo grande meu filho querido. O mundo é teu.


publicado por BigJoao às 12:47
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Pensa em mim

Abriu o site como tantas vezes antes o fizera, a visão de um post de alguém que reconhece... e partiu-se.

 

Nem gostava da cantora, mas a música estilhaçou-o por dentro. Partiu-o em mil pedaços brilhantes e miudinhos, quase pó.

 

Lá estão eles, os lugares que conheci pela sua mão, em que fomos felizes, em que bebemos a felicidade um do outro. Em que nos misturámos como duas mãos num aperto abraçado.

Também eu sei de cor cada lugar teu, e porque não meu.

Basta passarem nas Notícias as buscas de um "afogado" e logo me salta à memória que aquele mar é meu, que ela mo deu uma noite. Basta passarem uma notícia sobre estudantes do Erasmus a serem entrevistados junto ao rio e o coração acelera. Basta ouvir o trânsito de manhã e mentalmente lembro os locais, imaginando-os cheios de carros e condutores impacientes. Ela está em todo o lado, procuro-a em todo o lado...

 

Fomos corajosos. Vivemos as emoções sem nenhuma reserva, sem ter "o pé atrás". Esfolámo-nos todos, pelo que hoje somos ricos. Ninguém se retraiu.

Queria viver tudo outra vez, noutra situação, noutra dimensão, numa outra ilusão, mas estar consciente de que tudo acaba, como tantas vezes disseste.

Hoje dói demais. Esta angústia que reconheço em cada pedra das calçadas onde passámos, daquelas em que ficámos de passar. Dói a cada música das nossas, a cada assunto nosso, a cada lembrança...

 

Por tudo isso...

Mafalda Veiga - Cada lugar teu

sinto-me:

publicado por BigJoao às 15:59
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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Parabéns!!!!

Parabéns à minha filha mais velha que faz hoje 18 anos.

Atinge hoje a maioridade. Um marco no crescimento de qualquer ser humano.

 

Um abraço do tamanho do mundo que, como sabes, é todo teu por direito e mérito próprios.

 

sinto-me:

publicado por BigJoao às 12:17
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Capítulo III

Abriu o frigorífico quase sem vontade de ver, sem fome que o justificasse. O pote daquele doce que lhe tinham dado continuava fechado com o mesmo bolor que tinha na semana passada, no mês passado... parecia que sempre lá tinha estado.

- Será que os outros alimentos percebem que o bolor ali está e começam a produzir o seu próprio? Talvez sejam competitivos...

Voltou a fechar a porta sem nada tirar e dirigiu-se à sala. Olhou os livros um pouco por todo o lado, não lhe apetecia ler, nem o que tinha começado nem nenhum outro. A Tv não passava nada de jeito há uns anos. Gostava de ver o "Biggest Looser", um programa em que os concorrentes profundamente obesos, gordos em todos os aspetos em que se pode sê-lo, se esforçavam por perder peso, por mudar de vida. Recuperavam as formas, a expressão, as caras, os traços no rosto, a vontade. Tinha perdido o último episódio da série e não sabia quem tinha ganho... mas não interessa. Todos ganharam.

Da aparelhagem de som parecia-lhe que não saía nenhum som repousante, só sons ansiosos. Pegou no casaco e saiu. A desarrumação em casa não o deixava lá estar sem uma pontinha de sentimento de culpa por nada fazer, por não arrumar. Atravessou a entrada do prédio e saiu. Uma chuva miudinha esperava-o à porta e acompanhou-o até ao carro a sussurrar-lhe desconforto. Arrancou ainda sem ter a certeza onde ia. Decidiu ir até Alcochete, era suficientemente longe para pensar no porquê do desconforto que o envolvia e só conseguia pensar em coisas boas associadas a essa terra.

Alcochete 1

Sempre em linha reta lembrou os dias em que, na auto-estrada devorava quilómetros em nome de emoções. Nunca lhe custaram a fazer enquanto as emoções o esperaram no fim da viagem, quando o abandonaram, a distância tornou-se pesada, sem sentido. A lembrança de tudo o que viveu deixou-lhe a vista enublada, tantas horas a falar, a tocar, a sentir, a ouvir. Os sentimentos à flor da pele, o prazer de estar, de ver sorrir, de conhecer... tinha saudades de tudo isso. As suas vidas tocaram-se para logo se afastarem, numa dança de coreografia exótica. Estranho como as coisas se evaporam, se desfazem, se desmontam. Só nos resta guardar a lembrança do todo e algumas peças, se for caso disso.

Em Alcochete esperava-o um café num sítio indistinto igual a tantos outros, com sons de máquinas de moer café, de cervejas a serem abertas, de colheres a baterem em pratos, de registadoras. Há aqui uma devoção a D. Manuel I só porque nasceu ali, como se não tivesse sido um tonto, indigno primo e herdeiro de D. João II. Um tipo que expulsa os judeus só para agradar aos vizinhos espanhóis, que instaura a inquisição pelos mesmos motivos... acho que está tudo dito.

 


publicado por BigJoao às 15:11
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Insanidade

A notícia saiu no jornal sem qualquer enfase em especial, escrita num tom quase monocórdico.

 

Resumindo, uma criança de 4 anos assiste ao avô a matar o pai, depois deste conseguir a visita da filha após longas demandas em tribunal. Pai advogado, mãe juíza em Ílhavo (terra que até conheço), num portugal supostamente desenvolvido.

 

http://jornal.publico.pt/noticia/09-02-2011/violadas-regras-de-visitas-a-menina-de-oliveira-do-bairro-21255173.htm

 

Até onde pode ir a cegueira de alguém? O que terá passado pela cabeça do avô? E do pai? E da menina?

Vidas destruídas em nome da "razão". Estupidamente, sem nenhum brilho, sem um rasgo de lucidês.

De repente, pus-me a imaginar os contornos da situação... nem sei o que se passou, nem o que terá justificado o ato.

 

 

.........

O sacana anda há tanto tempo sem pagar a pensão de alimentos. Trabalha com recibos verdes, não declara o que ganha e ninguém o consegue obrigar a pagar a pensão. Nem o tribunal! Quem é que precisa de recibos de um advogado?

Agora quer visitar a menina!? Eu vou lá mostrar-lhe que não pode fazer o que quer. Pensa que manda em quem?

É melhor levar a arma, não vá o tipo passar-se e querer levá-la... tão pequenina, nem percebe o pai que tem.

 

- Já te disse que sou eu que vou, se lhe dá para a querer levar, para fugir, vais fazer o quê? E o avô gosta demasiado de ti para deixar que te levem, não é querida?

Vai correr tudo bem, mas se ele se arma em parvo vai-me ouvir! Recebi-o em minha casa como se fosse um filho, não tem o direito de vir gozar com as pessoas! Não dá nada e quer ver a menina!?

 

- Vamos lá querida. Não percebes nada do que se está a passar não é? Vamos ver o teu pai. Anda.

 

Queria que me afastasse para estar com a menina. Queria ir para perto do carro. Eu percebi bem o que ele queria. A menina começou a chorar, a discussão estalou, quis dizer-lhe duas ou três coisas. Ele respondeu sem respeito nenhum, sem nenhuma consideração. Usa as pessoas como se fossem toalhetes.

- Já disse que fico aqui! Largue a menina, a visita acabou! Você não me empurra!!! Largue-me!!

 

Pam, pam, pam, pam, pam!!!!!!!!

O silêncio... nenhum ruído, nem pássaros, nem cães. O trânsito parou...

Foto de autor. Todos os direitos lhe pertencem.

.........

 

Finalmente vou ver a minha filha!! Tenho tantas saudades dela, das mãozinhas, das bochechas, da voz...

Pensavam que me podiam impedir de estar com ela, mas o tribunal deu-me razão! Seja lá onde for, em casa, num sítio público, no cinema, na prisão, tenho o direito de estar com a Cláudia.

Nunca me deixam ver a miúda mas exigem que pague a pensão!? Bem os tramei! Sempre tiveram dinheiro, se querem luxos, que paguem!

Por esta altura já lhe fizeram a cabeça, que o pai é mau, que não gosta dela, que se gostasse não fazia estas coisas... a ver vamos.

 

- Vou buscar a Cláudia, está-me mesmo a apetecer um abraço dos dela.

Bolas! Cheguei 15 minutos adiantado ao largo. Vou comprar cigarros e o jornal. Trouxe um boneco para ela. Que nervos esta espera.

 

Lá vêem eles, nem vou falar ao velho.

- Cláudia!!! Dá cá um beijo!

- Cláudia! Anda cá ao pai. $#%"

- Já lhe fizeram a cabeça, nem um beijo me dá!?

Baixou-se e abraçou-a. Apertou-a contra si, contra o seu peito.

- A mãe? Pergunta a Cláudia.

- Agora estás aqui com o pai. Anda até ali para estarmos os dois sozinhos.

- Não me apertes pai! Mãe!!! Começa a chorar.

O avô pega num braço da Cláudia e diz que a visita acabou.

- Era o que faltava!!! Estou há 4 meses sem a ver e agora levam-na ao fim de 2 minutos!? Eu sou o pai dela e ela vai ficar aqui comigo.

Empurrei o velho... a Cláudia chora... não tem que se meter entre pai e filha!

- Pensam que são donos dela, mas é a MINHA filha! Eu é que devia autorizar se estão com os avós ou com quem quer que seja!!!

- Pára de chorar e anda cá.

O velho reage com insultos, leva a mão ao bolso, tira uma coisa preta e oiço uma série de estrondos. Que estranho... de repente o silêncio... sinto-me empurrado para trás e estou a ficar sem força... que estranho... sinto a camisa molhada... caio no chão... a Cláudia liberta-se da minha mão... não vás! Ainda nem te dei o boneco...

 

 Madeleine Peyroux - Dance me to the end of love


publicado por BigJoao às 13:16
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Eu é que sou o persidente da xunta!

Seis candidatos.

 

Na Tv vê-se que as pessoas se acotovelam com fraco entusiasmo para ver passar o indivíduo. É mau comunicador.

- Como justifica a venda das acções?

- Houve aproveitamento da sua influência?

A multidão faz silêncio mas não se ouve nenhuma voz. A procissão segue o seu caminho, cabisbaixa, diminuída pela incapacidade do "seu líder".

 

 

Na sala propositadamente pequena os ombros apertam-se. O calor sufoca enquanto uma voz de trovador se ergue para admitir que nem as suas finanças consegue gerir. A voz afaga os presentes de tanta impulsividade, de tanto coração a transbordar amor. As pessoas amam-no, amam o cidadão, o poeta, sem acreditar nele travestido de presidente.

 

 

Ainda não tinha sido feita a pergunta e o candidato falava já nos grandes grupos económicos, nos especuladores, na exploração dos trabalhadores e nos latifundiários. Os desempregados sentiram-se também um pouco trabalhadores, os rendimentos sociais de inserção identificaram-se com ele, com o conforto e a ilusão de que a vida pode continuar a ser assim, os reformados olharam-no com o descrédito dos que sabem que a vida não é assim.

 

 

O ar sério de menino que cresceu e tem o desejo de se mostrar lá para casa, faz com que a irreverência sobressaia. Sempre agressivo e a apontar dedos. A palavra de ordem é o NÃO. Não há tourada, Não há soluções, só acusações e ambição de poder um dia dizer que se esteve lá.

 

 

O passado humanitário e o reconhecimento da competência necessária ao funcionário leva-o ao deslumbre de cumprir o sonho. Não tem o verbo fácil de um político experiente, levam-lhe facilmente a credibilidade e torcem-na sacudindo-a sem pudor, quase retirando o mérito do seu passado de obra sem política.

 

 

Sorri satisfeito por ter conseguido as assinaturas, por estar na TV e poder "dizer coisas". - Afinal é de esquerda ou de direita? - Concorre pela direita?

Diz-se de esquerda mas a usar o trampolim da direita. Afinal esquerda, direita é tudo igual. No fim da campanha vai conseguir mais uns clientes e ser conhecido em todo o país.

 

 

 

 

Onde estão os candidatos!? Isto não chega!


publicado por BigJoao às 15:34
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Domingo, 11 de Abril de 2010

Decisões

No conta quilómetros as capicuas insistiam em aparecer, sem que conseguisse entender o seu significado, se é que o tinham. Passados 131 Km ainda não sabia definir a emoção que o arrancara da mesa de formação e o empurrava com urgência para o norte.
A conversa da noite anterior fizera atingir um pico de energia. Todas as células do seu corpo gritaram em uníssono e o arrastavam agora naquela direcção.
Bastou um simples SMS nesse dia, uma simples pergunta... e tudo se tornou inadiável. "Não precisas de responder, estou a caminho!"
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publicado por BigJoao às 02:00
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