Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Espiritualidades

Se vais ler, põe a música a tocar e avança. :)

 

 

 

Se vos disser que tive uma educação católica, andei na catequese, fiz a 1ª comunhão e fiquei-me por aí. Se vos disser que desde esse dia em que, com 12 anos e farto de “conversas de encher pneu”, cheio de dúvidas sobre o mundo, sobre mim, sobre os outros, percebi que as respostas não estavam ali, naquela conversa de catequista sem inspiração nem paciência para explicar a fé, e parti para não voltar. Se vos disser que desde esse dia me tenho sentido cada vez mais longe do Deus católico, apostólico, romano e me sinto cada vez melhor comigo próprio e com o mundo. Se vos disser que me sinto hoje melhor pessoa segundo os padrões católicos, me sinto mais próximo do divino, melhor como pessoa que pratica o bem. Conseguem-me dizer quem sou!?
Católico não sou pois não pratico. Serei eu cristão!? Quem acredita que a virgem Maria concebeu sem “pecado”!? Quem acredita em escritos feitos entre 50 e 100 anos após a morte do personagem principal da bíblia e seleccionados por um imperador romano como forma de unificação de religiões!? Quem acredita em manipulações sucessivas dos textos, século após século, em interpretações textuais de partes duns manuscritos assim nascidos!? Não, nem sequer sou cristão.

Sou um ser espiritual como a maioria de vós, mas não me revejo em nenhum destes Deuses pré-embalados que me querem vender. No entanto acredito que existe harmonia do universo, que há situações que a serem coincidência, a sua probabilidade é demasiado baixa para acreditar que só “aconteceram”. Ou seremos nós como formigas orientadas por seres com uma capacidade cognitiva para lá da nossa capacidade de compreensão!?


Quando a minha filha me pede um exemplar de cada manuscrito sagrado de cada religião, porque quer escolher a religião pela lógica, apetece-me desincentivá-la. Apetece-me dizer-lhe que cozinhe o seu próprio Deus e procure ser uma pessoa melhor, seguindo exclusivamente os valores que lhe foram transmitidos pela educação e os que ela própria eleger como tal.


Queremos que os nossos filhos sejam felizes e achamos sempre que os valores que transmitimos como pais, são os melhores de todos, mas serão!? A religião forneceu-me um norte orientador a partir do qual pude depois seguir o rumo que entendi. E nós pais, que tipo de pessoas queremos que sejam!? Crentes acéfalos, acríticos e incultos!? Aparentemente felizes na sua miséria!? Apáticos em meditação!? Descrentes de tudo e de todos!?

Quero que os meus filhos sejam pessoas confiantes em si próprios e na sua capacidade de mudar o mundo, de ajudar quem precisa e de serem exigentes consigo próprios, interventivos e com capacidade crítica para com tudo o que os rodeia.

Decididamente, atendendo ao que pretendo para eles… não há religião que lhes queira ensinar…


publicado por BigJoao às 13:30
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