Sábado, 21 de Março de 2009

A Revolução

A nossa estabilidade emocional é de uma fragilidade impressionante. Como podemos lidar com a maldade, a perversão alheia!? As nossas vidas não são compatíveis com a lei vigente.

A legislação não nos protege da maldade, nem da capacidade que os outros têm de nos infligir danos elevados. Só serve para punir e mal.

Dizem que a ignorância tem sido o principal motivo para as maiores barbáries na história da humanidade. Nesse caso, porque não são os ignorantes punidos pelos seus "crimes"!?!?
Quem impede um tipo de agredir uma velhota para lhe roubar a mala!?!? Ninguém. No entanto ela vai ficar irremediavelmente traumatizada com o acto de violência, vai sofrer o terror psicológico cada vez que sair à rua. O agressor devia ser punido pelas duas coisas, a agressão e o trauma que lhe sucede. Exagero!?!?
Quem impede uma mãe de usar os filhos contra o pai num divórcio. Ela faz mal ao pai, mas sobretudo aos filhos que ainda têm a personalidade por formar e os afectos em modelação. Neste caso, "não há" crime nem castigo. No entanto as consequências são reais e inegáveis; crianças sem confiança em si próprias e com medo de assumir os afectos.
Quem castiga o racista? Quem pune o marido que agride a mulher atrás de portas!?!?!? São o que me permito chamar, crimes não explícitos.



Não quero reclamar o aumento das penas do código penal, até porque não acredito que quem pratica um crime se lembre da duração da pena. As penas deviam ter outra vertente, uma vertente pedagógica que permitisse a humanização do criminoso.
Para os crimes não explícitos, devia ser feito o acompanhamento supervisionado da vítima pelo criminoso, ou de outra vítima.
Bem sei que é uma ideia mirambolante, no entanto o que quero dizer é que o sistema que existe não pondera todas as vertentes do problema, por isso é preciso mudar, melhorar.

Precisamos de uma "revolução".


publicado por BigJoao às 03:08
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1 comentário:
De Magy a 12 de Abril de 2010 às 09:46


Acho que vivemos em crise de valores...

Veio-me à cabeça uma das coisas em que de vez em quando penso, e que me revolta: Como é que um padre pode falar sobre o casamento se não tem experiência do que isso é? Da mesma forma, quem faz as leis não tem conhecimento sobre a vida real fora de um tribunal...

Precisamos de uma revolução sim...

E uma música martela na minha cabeça: Novos Pobres de Pedro Abrunhosa.

"Diz-me em quanto tempo
Se faz a revolucao,
Quantas cabecas de fora,
Quantos corpos no porao,
Quanta coca é vendida
Pelos altos da nacao,
Quantos crimes redimidos
Pesam na religiao?
Quantos novos-pobres faltam
Para fazeres a coleccao,
Quantas esmolas escondem
A ausencia do perdao,
Que diferencas sao desculpa
Para a noite na prisao?
Por isso diz-me em quanto tempo
Se faz a revolucao.

Quantas pastilhas
Para te soltares do chao?
Qual o preco do silencio,
Quanto custa a redencao?

Nao peco + nada
Só quero a solucao, X 2
Por isso diz-me em quanto tempo
Se faz a revolucao."



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